DESÂNIMO, ESPERANÇA ou ATITUDE?

IMG_1316Escrevo meu primeiro assunto neste ano, não como cientista político ou economista, pois, realmente, não tenho tais formações. Falo como cidadão preocupado com o que virá pela frente. Tivemos um 2015 de notícias que desanimaria os mais esperançosos Monges, pois o assunto que predominou nos periódicos (jornais, revistas, artigos e afins) esteve intimamente ligado a corrupção, principalmente de agentes políticos. Sobretudo pelo fato de estarmos acostumados com o jargão popular: “tudo acaba em pizza”. E não se pode tirar razão de quem assim pensa, pois depois de tantas prisões de políticos, até mesmo a máxima jurídica, “direito a ampla defesa”, acaba fragilizada.

Terminamos o ano com juros de cartões de crédito em quase 400% ao ano (para quem não conseguiu quitar em dia e necessitou “rolar” a dívida em um ano), verdadeiro assalto legalizado; inflação com discurso governamental que havia total controle, acabou em 10,67%, pois colaborado com os aumentos significativos da alimentação, habitação e transporte.  Do governo federal ouvimos que estão fazendo o possível para sair da crise, enquanto os noticiários (sejam eles a favor ou contra este mesmo governo – todos, sem exceção) só transmitem briga de poder entre Executivo e o Congresso Nacional (que é composto pelo Senado e Câmara de Deputados).

Evidente queda de braço (especialmente entre Presidente da república, Presidente do Senado e da Câmara)  para ver quem é mais articulador político, na tentativa de se manter intacto ou pelo menos pouco atingido com tantas mazelas jogadas aos olhos e ouvidos dos cidadãos. Mas isso não é privilegio só de líderes do atual governo, pois muitas informações sobre corrupção também apontam a própria oposição, que hoje dá ares de santo.

Sabemos que uma série de fatores contribui para uma crise, contudo, precisamos de governantes que estejam, efetivamente, atentos ao futuro, na buscar constantes por melhorias. Entretanto, ocorre que só a nossa esperança não será suficiente para isso. Somos parte integrante desta Nação e não podemos deixar passar despercebido momentos que estarão ao nosso alcance, tal como é o legítimo exercício da cidadania – o voto popular. Só quando tivermos a exata dimensão do tamanho da arma que temos em nossas mãos é que isso tudo poderá se reverter. Até parece assunto batido – força pelo voto -, mas é a pura realidade. Votar em troca de favores pode custar caro no futuro e seu “colaborador”, quem sabe, não possa lhe tirar desta crise, mesmo que queira. Precisamos atitude!

Por: Fabricio Carvalho Advogado

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