Sobe para sete o número casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina

Todos os pacientes se deslocaram para áreas de transmissão fora do Estado. Secretaria de Saúde aguarda resultado de exames laboratoriais.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SES) informa que já são sete casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina, no período de 1º a 22 de janeiro. Todos tiveram histórico de deslocamento para áreas de transmissão, fora do Estado, e aguardam resultado laboratorial para conclusão da investigação. Em território catarinense não são registrados casos autóctones de febre amarela desde 1966, ou seja, quando a transmissão ocorre dento do próprio Estado.

Dos casos suspeitos, dois evoluíram para óbito, um residente de Gaspar (SC) e o outro morador de Lajeado Grande. Outros cinco são residentes nos municípios de Joinville (1), São José (1), Lages (1), Criciúma (1) e Timbó (1).

Os exames laboratoriais estão sendo realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Paraná. O laboratório é referência em febre amarela para Santa Catarina, e os resultados podem levar até 20 dias para serem liberados.

De 1º a 22 de janeiro deste ano, oito epizootias – ocorrência de um determinado evento em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região – foram registradas em Santa Catarina, com oito primatas não humanos (macacos) envolvidos (ainda em investigação). De acordo com a Gerência de Zoonoses da Dive/SC, houve coleta de amostras em quatro deles, cujos resultados estão sendo aguardados.

Vigilância de epizootias

Os primatas não-humanos (PNH-macacos) são como sentinelas da febre amarela. Por viverem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores (Haemagogus e Sabethes) em área silvestre (restrito às matas), os macacos são os primeiros a adoecer, alertando para uma possível circulação do vírus da febre amarela naquela região.

Daí a importância em comunicar imediatamente às autoridades municipais de saúde, pois na ocorrência da morte ou adoecimento destes animais, amostras devem ser coletadas em até 24 horas para análise. Alterações no comportamento ou queda repentina no número de macacos em determinada área também devem ser informados. A população pode colaborar para essa vigilância, especialmente quem mora em áreas rurais ou próximo a áreas de mata.

Informações: Adjori/RCN On Line

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui