Hanseníase tem tratamento e tem cura

Dia Mundial de Prevenção e Combate à doença foi lembrado no domingo, 28 de janeiro.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada por um bacilo capaz de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), embora poucos adoeçam (baixa patogenicidade). É uma das doenças mais antigas que se tem registro na história. Mesmo caracterizando-se pelo seu alto poder incapacitante, motivo histórico de estigma e discriminação, a doença tem tratamento e cura.

Por isso, a estratégia para redução da carga de hanseníase baseia-se essencialmente na busca ativa de casos novos para a detecção precoce, prevenindo as incapacidades e no exame dos contatos, como forma de interromper a cadeia de transmissão e redução da carga da doença.

A doença exibe distribuição heterogênea no país, com registro de casos novos em todas as Unidades Federadas e Distrito Federal. Sua alta endemicidade compromete a interrupção da cadeia de transmissão.

Com base nos dados disponíveis em 09 de junho de 2017 no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no período de 2007 a 2016, o Brasil apresentou uma redução de 37,1 % no número de casos novos, passando de 40.126 diagnosticados no de 2007, para 25.218 em 2016, com uma queda de 42,3% da taxa de detecção geral do país (de 21,19/100 mil habitantes em 2007 para 12,23/100 mil habitantes em 2016). O Brasil ocupa a segunda posição em número de casos no mundo.

Em Santa Catarina, segundo dados da Diretora de Vigilância Epidemiológica, foram registrados em 2016, 146 novos casos, com uma média endemicidade, 2,1 casos a cada 100 mil habitantes.
Em Campos Novos, a técnica em epidemiologia da Vigilância Epidemiológica Municipal, Rosângela de Sá Baldin, apresentou os números da doença em levantamento feito desde 2010. “Fizemos uma estimativa desde o ano de 2010, no nosso programa de informação ao Ministério da Saúde, o Sinan. Em 2010 e 2011 registramos um caso por ano, em 2012 3 casos, 2013 um caso, nos anos de 2014, 2015 e 2016 não tivemos nenhum caso notificado e em 2017 registramos um caso que já foi concluído o tratamento”.

O tratamento é feito pela Saúde Pública, informa Rosângela. “Todo o tratamento é pelo Ministério da Saúde e dura, geralmente, de 06 a 12 meses. O Ministério envia o medicamento para a Secretaria e nós entregamos para o paciente e acompanhamos o tratamento. O diagnóstico da hanseníase também é feito de forma gratuita”, destacou ainda a técnica em epidemiologia.

Os sintomas da doença demoram a aparecer, entre 2 a 7 anos e se caracterizam por manchas na pele, alterações de cores e sensibilidade.

A pessoa pode chegar próxima a uma fonte de calor e se queimar sem sentir ou se ferir e não sentir dor. Outros sintomas são dormência, quedas de pelos na região acometida e comprometimento dos nervos periféricos (mãos e pés).

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1514 de 01 de Fevereiro de 2018.

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