Mesmo sem registro de casos, Secretaria de Saúde alerta sobre a dengue

Armadilha deixada pelos agentes de endemias apresentou dois focos do mosquito Aedes Aegypti.

Cada vez mais forte e adaptável, o mosquito Aedes Aegypti se apresenta causando medo e riscos a saúde. A equipe de agentes de endemias encontrou dois focos do mosquito, fato que causou preocupação no município. A secretaria de saúde, Mayara Serena, contou que existem armadilhas espalhadas em vários locais, e apesar de afirmar que ainda não existe nenhum caso de dengue no município, é preciso ficar alerta para se prevenir contra a dengue e demais doenças provocadas pelo Aedes. Para Mayara as ações de prevenção é um dever tanto do Poder Público quanto da população que precisa colaborar com as ações dos agentes e também ter atitudes que evitem a procriação do inseto.

Sobre o inseto, algo que impressiona é a sua capacidade de adaptação aos ambientes. Mayara diz que antes se acreditava que os mosquitos surgiam principalmente na época do verão, mas notou-se que a situação esta mudando. “Há um tempo tínhamos uma visão de que era na época de verão que o mosquito aparecia e os focos surgiam. Ano passado fomos ate maio e junho fazendo vistorias e busca. Agora vemos que o mosquito esta mais resistente, e pela região ser mais fria, ele é adaptável. Isso é preocupante pelas doenças que ele causa. Pedimos esse cuidado. É algo que depende somente da prevenção e do cuidado de cada um. Cabe ressaltar que aonde tem as armadilhas não significa que ali esta sendo o foco do local, pode ser aos arredores, por isso são feitas as vistorias em vários quarteirões”, explicou.

Mayara Serena

Assim como os focos são um sinal de alerta, os casos confirmados na região Oeste são um indicativo de que é preciso cuidado, por isso a Secretaria de Saúde tem priorizado o trabalho preventivo, e os agentes de endemias são ferramentas para o combate e prevenção da dengue, Zyca e Chicungunha. “O trabalho realizado pelos agentes de endemias é um trabalho preventivo, eles têm pontos estratégicos em que fazem a vistoria e tem as armadilhas. O Meio Oeste registrou o primeiro caso de doença confirmada. Essas notícias de confirmação são validas para que as pessoas busquem agir de maneira correta. Vamos cuidar para que aqui não aconteça.”, declarou. As orientações seguidas pela Secretaria de Saúde são advindas do Estado, através da regional em Joaçaba.

A população também precisa colaborar com o trabalho feito pelos agentes, e por isso Mayara destacou a necessidade de conscientização das pessoas. “Pedimos que cada um avalie a sua residência, seu estabelecimento comercial e veja se ali não tem nenhum deposito de água parada. A prevenção não depende apenas dos serviços das agentes, depende do cuidado de cada um. Pedimos compreensão das pessoas para que permitam a entrada das agentes nos domicílios. Elas precisam verificar, porque as vezes o morador não se dá conta que tem um vasinho de água parada, uma tampa virada. Que as pessoas colaborem”, pediu Mayara, reforçando a necessidade da população receber os agentes que estão devidamente identificados como profissionais da saúde.

Os agentes estão finalizando os trabalhos no bairro Boa Vista aonde irão alimentar o sistema do estado comunicando qual a real situação e o que esta sendo feito. Assim que for finalizado serão iniciadas as vistorias nos bairros São Sebastião. A secretária falou sobre mais uma ação pensada para aprimorar a prevenção ao mosquito. “Estamos com um projeto junto a Amplasc para uso de drone em locais que tem maior numero de focos aparecendo para que sejam vistoriados por cima, porque pode ter acúmulo em cima da caixas d’água e nas calhas”, contou. Atualmente Campos Novos conta com cinco agentes de endemias que recebem o apoio das equipes de saúde da família. O número de agentes está de acordo com a orientação da Regional de Saúde para o município.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1614 d

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui