Sojicultores da filial da Coocam no MT sofrem com excesso de chuva durante a colheita

Devido as variáveis climáticas nesta safra 2019/2020, os produtores perdem em produtividade.

Os produtores de soja da região de atuação da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) no Mato Grosso, enfrentaram alguns desafios durante toda a safra 2019/2020, assim como ocorreu em diversas regiões do país. Primeiramente os mato-grossenses lidaram com a estiagem durante a germinação e desenvolvimento vegetativo, com baixo volume de chuva e temperaturas altas, o que prejudicou o enchimento dos grãos e diminuiu o potencial produtivo.

O mal tempo afetou negativamente a safra de verão também na hora da colheita. Após a seca do mês de dezembro, o período de colheita foi ainda mais preocupante, conforme comenta o gerente da filial da Coocam de Ribeirão Cascalheira – Mato Grosso, Marcelo Correa Prates – um ano atípico. “Infelizmente tivemos chuva durante toda a colheita da soja e isso acabou impactando a qualidade dos grãos”, disse o técnico agrícola, observando que o grão avariado perde peso e sofre quebra no final, referindo-se em relação à média de produtividade.

Segundo o gerente da filial, a média de produtividade diminuiu, comparando ao ano passado, cerca de 10%. Na safra de verão 2018/2019 os produtores colheram 55 sacas de soja por hectare, esse ano a média foi de 50 sacas por hectare. A colheita de soja já finalizou para os produtores da Coocam, no Mato Grosso. “Nossos produtores colheram com ênfase, entre os dias 17 de janeiro até 20 de março, porém, até a última semana ainda estávamos envolvidos porque os produtores estavam colhendo pequenos talhões”, explicou Marcelo.

A filial do Mato Grosso atende mais de 50 produtores na região de Ribeirão Cascalheira, Bom Jesus do Araguaia, Querência e São Felix do Araguaia, somando cerca de vinte mil hectares de lavouras de soja neste ano, diminuição de aproximadamente 15% em relação a última safra.

A safra de soja recebida pela filial do Mato Grosso já está a caminho dos portos Barcarena, no Pará, São Luiz, no maranhão e Uberlândia, em Minas Gerais. Os produtores já começaram o plantio de milho safrinha e gergelim ou milheto e ruzienses para cobertura do solo.

* Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, edição 1623 de 23 de abril de 2020

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