Poder SC 016 – Volta ou não volta?

Está marcado para a próxima sexta-feira (27) o julgamento final do governador Carlos Moisés da Silva sobre a denúncia que aponta crime de responsabilidade na concessão de reajuste salarial dos procuradores do Estado. Independentemente de qual desfecho tenha a votação, o resultado será inédito para Santa Catarina: ou Moisés será cassado, ou retornará ao cargo. Para a cassação, são necessários sete entre os 10 votos. Se repetir a votação do primeiro julgamento, em 23 de outubro, Moisés retorna e, hoje, a tendência é essa. Mas qual Moisés estará de volta para os últimos dois anos de mandato? Quem estará com ele? O clima político melhorou em relação ao bombeiro, os deputados estão menos hostis, e há uma certa refutação ao governo Daniela Reinehr, que sequer apresentou uma liderança na Assembleia, e desmontou boa parte do secretariado do antigo governador. Este último, pode ser que até ajude.

EM PAZ

As eleições municipais de 2020 tem um papel fundamental na possível paz entre Alesc e Moisés daqui para frente. A política tradicional temia que os novatos, como Moisés, seguissem campeões de votos, mas a vitória nas urnas foi acachapante em favor dos partidos tradicionais. O PSL, por exemplo, fez apenas 13 prefeitos. O clima estará muito melhor se os caciques da “velha política” entenderem que têm caminho livre para as eleições de 2022 a partir de um governador enfraquecido. De quebra, escondem Daniela e sufocam o bolsonarismo raiz.

– PRESIDENTE Jair Bolsonaro disse na última segunda-feira (23) que se o partido Aliança pelo Brasil não sair até março, buscará outras opções. É uma pista aos partidos que tiverem interesse em abraçá-lo, como se o presidente estivesse se rifando, isso porque é improvável que o novo partido saia do papel. O destino pode ser alguma legenda do Centrão.

– JÁ começou na Assembleia Legislativa (Alesc) a corrida pela presidência da Casa para 2021-2022. Favorito ao posto, o MDB ainda precisa definir se e quem levará na cabeça da nominata. O natural seria Mauro de Nadal, ex-prefeito de Cunha Porã, e que atualmente ocupa a vice-presidência.

– MAS ninguém negará que o partido – que tem a maior bancada no Parlamento – tem lá seus entraves internos, não apenas na bancada, mas também no partido. As primeiras conversas ocorrem, mas uma definição só sairá após os julgamentos de Moisés e as definições de segundo turno nas eleições.

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