Autoliderança e células embrionárias

Você já se perguntou como se forma um bebê na barriga da mãe? Sabe como um óvulo fecundado se divide em várias células e como cada uma dessas células sabe exatamente o que tem que formar? os pés, as mãos, o coração, as orelhas…?

Mesmo que seja uma fertilização in vitro, assistida ou produzida em laboratório, cada célula do novo embrião sabe exatamente o seu papel, o que precisa fazer e como se desenvolver para produzir o resultado. E todas juntas, cada uma cumprindo seu papel, formam um corpo humano.

Assim deveria ser o ser humano dentro de uma empresa. Saber exatamente o seu papel e fazer o que precisa ser feito para atingir o resultado sem esperar que alguém lhe diga o que fazer.

Nem sempre é o que acontece!

Mas por que não é assim já que as empresas fazem processo seletivo e sempre contratam a melhor opção, a pessoa mais inteligente?

Se você contrata a pessoa mais inteligente e depois precisa dizer a ela o que fazer, precisa pedir para chegar no horário, dizer que cuide do equipamento, que desligue o ar, que apague a luz, então alguma coisa está errada.

Se você escolheu o melhor candidato, o mais inteligente e em menos de sessenta dias você descobre que ele é apenas mais um na equipe, que é igualzinho aos outros, significa que seu processo foi falho?

Talvez sim, mas talvez você esteja falhando na “educação” desse novo membro da equipe.
Já “despedi” empresas que eram meus clientes. Eu fazia processos seletivos com análise de perfil e selecionava os melhores candidatos para a empresa, mas em 60 dias de trabalho a queixa era: “Esse profissional está se portando igualzinho aos demais”.

Comecei uma pequena investigação e descobri que nem sempre o processo de seleção é falho. Muitas vezes a falha está no líder que age de tal forma a ponto de produzir esses comportamentos em sua equipe.

A regra é clara: “selecione perfil e caráter e treine habilidades”. E como a família, a escola e a Universidade não treinam as pessoas para serem profissionais de alta performance, autolideradas, proativas e protagonistas, resta à empresa o papel de desenvolver nelas essas habilidades e competências. E se a empresa também não está fazendo esse papel, o mundo todo falhou ao formatar esse profissional.

Dentro de uma empresa, a autoliderança, a proatividade e o protagonismo são mecanismos que funcionam como as células de um embrião, cada um sabe o seu papel, o que precisa fazer e faz. Só que no embrião, tem uma informação que vem instruída por genes de patente mais alta, que traçam o mapa do corpo: há genes chamados HOX que definem qual trecho do embrião se tornará o quê: o 1º HOX da fila manda as células fazerem a cabeça, o 2º, o pescoço, o 3º, o topo da coluna e assim por diante.

Na empresa, esse “gene de patente mais alta” é o líder, que precisa treinar, traçar o mapa dos resultados esperados e guiar até desenvolver esses comportamentos no seu liderado.
Caro(a) empreendedor(a). Se você tivesse de atribuir uma nota de 0 a 10 para a autoliderança de cada membro da sua equipe, que nota você daria?

Eu sei, treinar é caro, mas experimente não treinar!

Por: Magna Regina, Coach Empresarial, Empreendedora e Presidente do Instituto Humaniza
Contato: (54) 9977-2062

*Coluna ‘Pessoas & Empresas’, publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1668 de 18 de março de 2021.

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