
Segundo ele, não tem porque baixar o salário dos vereadores, pois a Câmara não gasta nem 50% do valor destinado a casa. “Não tem porque baixar, porque se pedem subvenção, os vereadores aprovam. Nos últimos anos foram devolvidos aos cofrer públicos mais de R$ 1 milhão no mandato do Presidente Rui Tomazoni e quase R$ 1 milhão no mandato do Pé (Dirceu Kaiper). Se os parlamentares decidirem baixar o salários, nós vamos acatar, mas não vejo como necessária”, informou.
O vereador José Tadeu Guzatti concordou com Damásio e afirmou que o que precisa mudar na sociedade é o pensamento. “Nós tínhamos a ditadura e todos queriam mudar, porque tinha que mudar. E mudou, mas a maioria das pessoas que fazia parte da ditadura se tornaram governadores, por quê? Falta de conhecimento da sociedade. José Sarney, Maluf, vários governadores que eram da ditadura, foram eleitos. Aí depois veio Color, Lula e Dilma e ficou pior, mas temos que começar a cuidar. Tem que mudar o salário? Vereador tem que ganhar R$ 500,00. Gente, não podemos pensar assim, em sonhar que as coisas são assim. Está na nossa ciência. É fácil falar. Vamos fazer um debate aqui, reunir órgãos, sociedade, imprensa, mas para mudar o que? Para um mil reais? Mas vai mudar o que? A cabeça das pessoas que vão administrar? Essas pessoas tem ciência que tem que ser sinceras e honestas e que vão viver com mil reais ou vão fazer falcatrua. Temos que mudar a consciência de quem vai administrar, não adianta mudar quem administra sem mudar a ciência das pessoas. Penso que todos tem que ganhar bem, o vereador sofre, mas sofre porque quer, mas se vai ser vereador, tem que ter consciência que tem que ganhar para não roubar, porque ele tem que se eleger e sabe que não é fácil para se manter. O vereador é feito para trabalhar em conjunto, para que as coisas aconteçam, para legislar, fiscalizar, mas sabemos que a nossa cultura em cidade menor é muito de paternalismo, de ajudar e acontece isso”, afirmou.
Durante sua explanação em tribuna, Irineu Armando Osório Júnior (Piratuba), destacou que o valor dos salários dos vereadores está previsto na constituição e ainda que o município de Campos Novos, por sugestão da constituição federal, deveria ter 13 vereadores.
O vereador Adavilson Telles (Mancha), reforçou as palavras de Piratuba e lembrou que em 2012, quando se discutia o aumento ou não do número de vereadores, a sociedade se mobilizou contra, porém, no mesmo ano houve votação dos salários dos vereadores e ninguém se manifestou.
Mancha afirmou que o ano de votar o aumento dos salários é 2016 e que o que ele sugere é o congelamento dos salários para o próximo mandato. “Diminuir salários hoje é inconstitucional. Tenho uma posição clara quanto ao tema e vamos votar sim, mas pelo congelamento dos salários para o próximo mandato, porque acredito que o salário de vereador é bom e estamos aqui pelo voto do povo e na próxima eleição, se o povo não estiver contente, não vai eleger o vereador que hoje está aqui. Quem quer mudar salário, que questiona, que seja candidato, pois nós gastamos menos de 2% dos 6% que é direito da casa”, ressaltou Mancha.
O Presidente Nelson Carafa concluiu o debate afirmando que o salário do vereador poderia ser próximo dos R$ 10 mil, de acordo com o que manda a lei federal, porém, em Campos Novos, o salário é de aproximadamente R$ 7 mil.
