Proposições do vereador do PP não foram aprovadas na segunda discussão do legislativo camponovense. Vereadores Dirceu Kaiper (Pé), Rui Tomazoni, Maurílio Castro Campagnoni (Cássio) e Tadeu Guzatti, todos do PMDB, mudaram de ideia nesta terça-feira, 03 de novembro.
Muda o mês e mudam-se também as ideias. No dia 21 de outubro, o projeto de emenda ao artigo 19 da Lei Orgânica Municipal – LOM nº 01/2015, proposto pelo vereador Adavilson Telles (Mancha), do PP, foi discutido e aprovado por unanimidade pelos vereadores de Campos Novos, porém, nesta terça-feira, 03 de novembro, o projeto seguiu para segunda discussão e votação e os vereadores do PMDB, Dirceu Kaiper (Pé), Rui Tomazoni, Maurílio Castro Campagnoni (Cássio) e Tadeu Guzatti, foram contrários as emendas que tratam do nepotismo em cargos públicos no município.
O ato que poderia ser extinto com a aprovação das emendas propostas, agora continua sendo tratado como questão de princípio no meio político. De acordo com o vereador Mancha, o ato dos parlamentares o entristece. “Eu saio muito triste porque eu vejo que o processo de amadurecimento que o parlamento vinha tendo com relação ao lei do nepotismo foi todo por água abaixo, onde a bancada da situação opta por manter uma lei que existe no município e que não está de acordo com a lei maior (constituição federal), uma lei que permite o nepotismo e que nos leva a pensar em quem se quer beneficiar não aprovando uma lei que é o anseio da comunidade e que vem moralizar o serviço público e tirar de uma vez por toda o enigma de parentes nos poderes públicos, inclusive com nepotismo cruzado”, ressaltou.
O vereador citou ainda que em Campos Novos há muita situação de nepotismo cruzado e parentes trabalhando no serviço público. “É a segunda vez que tentamos aprovar esse projeto e a segunda vez que a bancada do PMDB vota contra, deixando claro a sociedade que não tem interesse algum em regulamentar a lei do nepotismo e que só tomou as medidas de afastar parentes dos cargos públicos porque o Ministério Público (MP) recomendou isso, sob pena de abrir processos de improbidade administrativo. Se não fosse o caso, nós estaríamos até hoje com as primeiras damas nos cargos de confiança usufruindo do nepotismo na sua plenitude”, comentou ainda Mancha.
No primeiro debate sobre o tema, os oito vereadores votaram favoráveis. Nesta segunda discussão, eram necessários seis votos a favor da emenda, porém, quatro foram favoráveis. “Acho importante que a sociedade saiba quem é a favor do nepotismo e quem é contra o nepotismo, para que as pessoas saibam e façam suas analises para saber quem é favorável ao emprego de parentes no poder público”, finalizou.
O vereador Maurílio Castro Campagnoni (Cássio) destacou que a decisão da situação em não aprovar as emendas estão relacionadas a indefinição do tema e que os vereadores aguardam uma recomendação do MP para encaminhar emendas e assim, aprovar. “Nós entendemos que devemos aguardar o posicionamento do Ministério Público sobre onde é e não é nepotismo. Nós já fizemos no passado e fizemos errado e agora iriamos fazer novamente. Procuramos o advogado e ele nos orientou a não votar a favor para não ter que corrigir depois”, afirmou.
Perguntado sobre o porquê ter votado a favor no primeiro momento, Cássio afirmou que após isso, foi procurar assessoria jurídica e que não tem problema com nepotismo. “Foi uma decisão nossa e vamos aguardar que o MP e Poder Judiciário nos fale, que é assim e assado para que possamos votar. A partir do momento que estiver definido e o Ministério Público repassar, eu voto a favor”, finalizou.







