Não é de hoje que furtos a propriedades rurais preocupam moradores e setores envolvidos a segurança pública. Em muitos casos registrados na região, o fator preponderante para ocorrência de furtos está na falta de um morador (caseiro), no local, porém, com o êxodo constante do interior para as cidades, é cada vez mais difícil um proprietário de terras encontrar um trabalhador que deseje permanecer no campo.
No dia 30 de dezembro, o proprietário da Fazenda São Francisco Alceu Calgaro teve uma visita inesperada de criminosos em sua propriedade, localizada na SC 284, estrada que dá acesso à comunidade de Ibicuí, em Campos Novos. Naquela oportunidade, os bandidos levaram sacos de ração dos animais e alguns remédios do galpão.
Porém, na noite do dia 15 de janeiro é que seu Alceu Galgaro teve maiores prejuízos. “Novamente os bandidos foram até a minha propriedade e furtaram todos os objetos possíveis. Levaram roçadeira, motor-serra, caixa ferramentas, martelo e também carnes. Dessa vez limparam meu sitio”, afirmou.
Segundo seu Alceu, os ladrões entraram por trás da propriedade e ainda tiveram tempo de armar anzóis para pescar. “Eles devem ter andado 1km pela área de mato para chegar até a casa e roubar. Duas vezes em 18 dias é muito e eu acredito que foram os mesmos que voltaram roubar de novo. Agora estou contratando uma pessoa para vigiar e monitorar a propriedade. Pessoas não autorizadas a entrar na propriedade vão sofrer as consequências, porque não da mais pra viver assim”, destacou.
A reportagem do Jornal O Celeiro procurou o comando da Polícia Militar. De acordo com o Tenente Rodrigo Pedroso da 3ª Cia da PM de Campos Novos, poucos casos de furtos em propriedades são registrados pela Polícia Militar. “Nós temos poucos registros de furtos na Polícia Militar, mas o que acontece é que Campos Novos é o terceiro maior município do estado em extensão rural e hoje, ainda não podemos fazer o patrulhamento rural por problemas administrativos”, afirmou Pedroso.
Há aproximadamente um ano, a PM de Campos Novos recebeu um veículo que era utilizado pela Força Nacional, para implantar o patrulhamento rural, porém, até hoje, o veículo não pode ser utilizado por falta de um documento repassando a camionete Nissan Frontier do Governo Federal para o estadual. “Estamos com o veículo pintado, pronto para estar na rua, com combustível licitado, mas não podemos utilizar porque falta a assinatura de um documento. São detalhes administrativos que prejudicam o trabalho e prejudicam a população. Com o patrulhamento rural, nós vamos sim inibir a prática de furtos no interior e proporcionar mais segurança às comunidades do interior, mas o que é preciso também, é que os moradores, assim que notarem a presença de um veículo suspeito, que liguem para o 190 e façam a denúncia anônima que nós vamos investigar”, destacou ainda Tenente Pedroso.
O comandante da 3ª Cia ainda lembrou que algumas ações podem inibir ou dificultar o roubo em propriedades rurais. “No interior, ter um caseiro é importante, assim como iluminação, grades em portas e janelas, cadeados e procurar ter contato com vizinhos que podem auxiliar o proprietário a cuidar da propriedade. Esse vizinho ao ouvir movimentos suspeitos, pode ligar para a Polícia Militar de forma anônima por meio do 190, que nós da polícia vamos tomar as providências cabíveis”, finalizou.






