
Os cuidadores desses pacientes passam a assumir a responsabilidade de praticamente todas as responsabilidades referentes à manutenção de vida do paciente, às quais envolve higiene, alimentação, administração de medicações necessárias, atividades de lazer, interação social, dentre outras, sendo assim, a responsabilidade do cuidador aumenta gradativamente, exigindo que ele enfrente novos desafios e dificuldades. Com o decorrer do tempo os cuidadores tendem a sentir uma sobrecarga de trabalho.
Cabe salientar que dentre as mudanças ocorridas na vida dos cuidadores, se destaca a perda de liberdade, uma vez que seus cuidados se direcionam a vida de outrem, sendo assim o cuidador geralmente abdica de atividades que lhe proporcione prazer, diminui seu convívio social e se dedica de maneira intensa à suas atividades diárias, podendo vir a desencadear estresse, o qual independe da vontade do indivíduo. Dessa maneira, se torna importante que os cuidadores reconheçam os sintomas de estresse e quando perceber que alguns desses sintomas se fazem presentes em sua vida procure uma avaliação precisa, a qual deverá ser realizada por um profissional.
Dentre os sintomas de estresse, pode-se citar: mãos e pés frios, boca seca, nó no estômago, aumento de sudorese, tensão muscular, aperto da mandíbula, diarreia passageira ou frequente, insônia, taquicardia, mudança de apetite, problemas com a memória, mal-estar generalizado sem causa específica, formigamento das extremidades, sensação de desgaste físico constante, aparecimento de problemas dermatológicos, cansaço constante, tontura, sensibilidade emotiva, dúvida quanto a si próprio, pensar constantemente em um só assunto, irritabilidade excessiva, náusea, sensação de incompetência em todas as áreas, vontade de fugir de tudo, raiva prolongada, angústia/ ansiedade diária, perda do senso de humor, etc.
Após reconhecer a importância das tarefas desempenhadas pelos cuidadores frente à vida de outro ser humano, se torna de grande valia que tais cuidadores recebam os cuidados necessários para que tenham condições de manter sua qualidade de vida e continuarem a desempenhar sua função, visando manter a qualidade de vida de outro ser humano.
“É preciso cuidar de quem cuida da dor do outro, seja ela física ou psicológica”.
Por: Carla Fabiana Campos Pereira
Psicóloga – Especialista em Psicopatologia
CRP 12/09397
