Pele ressecada na menopausa

IMG_0699A menopausa, que costuma começar entre os 45 e 55 anos, deixa suas consequências na pele, acelerando o envelhecimento que pode ser combatido com os avanços da indústria cosmética. Ressecamento, flacidez, manchas e rugas são algumas marcas que o tempo deixa no rosto e das quais é muito difícil escapar.

A boa notícia é que, com alguns cuidados, é possível não só retardar ao máximo tais efeitos como também minimizar muito a deterioração da pele. Você sabe por que ela ocorre? O envelhecimento é um processo multifatorial que acontece por fenômenos ambientais, genéticos, hormonais e metabólico. Basicamente, há dois tipos: o extrínseco, influenciado por poluição, fumo, álcool, má nutrição, infecções e, principalmente, exposição solar; e o intrínseco, que tem a ver com genética, hormônios e metabolismo. Com a idade, tudo se intensifica. Nos cinco primeiros anos após a menopausa, há uma diminuição na taxa de colágeno de cerca de 30%; depois dessa baixa acelerada, segue um declínio anual de 2,1%.

Outras alterações se somam a essas: decrescimento progressivo da concentração de ácido hialurônico, componente que atrai água e dá volume e hidratação; queda de lipídios na camada superficial, que fica mais seca; diminuição da espessura da derme, piorando as rugas; engrossamento da capa externa e aumento dos poros, que se apresentam mais visíveis; e incremento na produção de melanina a cada exposição solar, agravando as manchas. Todas estas mudanças degenerativas resultam em perda do tecido conjuntivo e redução da elasticidade e capacidade de cicatrização – além, claro, de mais rugas, flacidez e ressecamento.

Por estar mais delicada e sensível, a epiderme apresenta ainda uma tendência maior a reações alérgicas causadas por substâncias químicas, como cosméticos e produtos de limpeza. A pele das mãos e dos pés tornam-se grossas e ásperas, sendo frequente o surgimento de verdadeiras rachaduras dolorosas, principalmente nos calcanhares.

O rosto, sempre mais exposto que o restante do corpo, fica propenso ao aumento de vascularização, causado pelos calores repentinos. Além de ficar vermelha e quente, a pele apresenta telangectosias, vasos pequenos e finos que “arrebentam” na superfície da epiderme.

O tratamento para estes problemas é a terapia de reposição hormonal, que reequilibra os níveis de estrógenos no organismo. Entretanto, os cuidados com a pele não podem ser esquecidos, ou melhor, devem ser redobrados. Os banhos precisam ser rápidos e mornos, e os sabonetes, neutros. O uso diário de hidratantes é obrigatório e as substâncias ativas podem ser ureia, ácido hialurônico, lipossomas e alfa-hidróxiácidos, entre outras. Os óleos essenciais e naturais são uma boa opção, se aplicados logo após o banho. Deve-se usar e abusar ainda das vitaminas antioxidantes, como A, E, C entre outras. Hidratações corporais e faciais tanto em casa quanto em cabine de estética serão importante aliados.

Não descuide da água e da boa alimentação. Apesar de ser uma nova e desafiadora fase, procure encontrar nela as melhores razões para se reinventar e ser mais feliz.

Por: Simone Tavares

Esteticista

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.