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Resultados da Operação Patrola movimenta a região e faz refletir

O Ministério Público de Santa Catarina divulgou nesta semana, resultado da investigação do esquema de propina para compra de máquinas pesadas em municípios catarinenses, em que agentes públicos da região aparecem entre os denunciados. A investigação resultou em 42 ações criminais contra 14 prefeitos atuais, 29 ex-agentes públicos, entre eles ex-prefeitos e ex-secretários municipais, cinco empresários, sete vendedores, entre outros.

A divulgação do resultado das investigações ocorre em pleno período eleitoral para escolha de novos prefeitos e vereadores e nos leva a reforçar a reflexão sobre a necessidade do eleitorado estar atento às ações de seus governantes, a começar pelos seus municípios e regiões.

A corrupção se instalou de tal modo nas esferas públicas em nível municipal, estadual e federal, que há de se tomar cuidado para que a roubalheira não passe a ser considerada como rotina pela sociedade. Não se pode alimentar a ideia de que a corrupção é inerente à política brasileira.

A política é necessária, porém, a forma como é praticada precisa mudar, é preciso eleger políticos comprometidos com a ética e a seriedade no comando da coisa pública. A moralidade na condução do processo deveria iniciar pela base, pelo seu município. Quando o eleitor vende seu voto em troca de qualquer vantagem, já está contribuindo com o exercício da corrupção. Da mesma maneira, o candidato alimenta o sistema corrupto, quando, ao invés de oferecer o seu trabalho, o seu compromisso, oferece vantagem para conseguir galgar um cargo no setor público.

Precisamos entender, contudo, que nem todo político é igual ou corrupto. Existem candidatos interessados em promover uma mudança social e política, por isso devemos buscar conhecer as propostas do candidato e do seu partido, assim como o seu passado. Precisamos acreditar no exercício sadio da democracia e sermos fiscalizadores, responsáveis pela vigilância do nosso dinheiro, administrado pelos nossos governantes, para que as reais vantagens sejam revertidas em nosso benefício com melhores condições de vida nas cidades, no estado e no país.

A responsabilidade também é nossa. Pense nisso.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe do Jornal O Celeiro

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, edição 1445 de 08 de Setembro de 2016.

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