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Eleição acabou, vida que segue

Não é de hoje que a política motiva a discordância, especialmente em período de campanha eleitoral. Até aí, natural, afinal a discordância de ideias sobre temas políticos é inerente ao ser humano que se interessa pelo tema, assim como aos candidatos que disputam cargos eletivos. Há disputas em determinados cenários políticos inclusive, que são históricas, mudando apenas os personagens.

Mas o que viu durante a campanha eleitoral e ainda se vê nesta semana, é a irracionalidade em algumas discussões inúteis que tomaram conta das redes sociais. Ofensas pessoais, xingamentos e até algumas ameaças, quando o que se espera é que o foco nas discussões políticas se volte a plataformas, projetos, planos ou propostas de governo.

Embora seja difícil o consenso, quando a discussão permanece no campo das ideias e defesa de projetos do que é melhor para sua cidade, se evita que o discurso se nivele na baixaria, porque afinal todos tem o direito à liberdade de opinião e de escolha. O direito à liberdade de expressão não assegura a ninguém o direito de denegrir e ofender de maneira pessoal a quem tenha uma escolha adversa à nossa.

É saudável que se discuta política, o problema é que parte considerável dos embates não é de ideias, mas de ofensas ou sarcasmo. E quando há troca, acontece menos como debate e mais como disputa, sempre com cada lado buscando ter a última palavra e vencer.

A raiva e ou falta de discernimento pode provocar discussões inconsequentes e quando você se dá conta perdeu minutos preciosos de sua vida em uma conversa ou troca de ofensas totalmente inúteis, que não resultam em nada. Que o debate ou embate aconteça em alto nível e que contribua de alguma forma para o bem das pessoas. Deixe de lado o sarcasmo, a ironia, o deboche e o xingamento.

Fato é que a eleição acabou e a vida segue. Não deixe que as disputas sobre política nas redes sociais tenham consequências diretas na vida real em que amigos de infância estão brigando, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal.

Respeito à escolha do outro e respeito ao ser humano, pode ser um bom começo.

Por: Antonia Claudete Martins – Editora Chefe do Jornal O Celeiro

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1449 de 06 de Outubro de 2016.

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