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Mais que comércio, o que prevalece é a fé

Dezenas de posts, clicks e comentários puderam ser visualizados nas redes sociais na última semana, com debates e alguns embates sobre o comércio ambulante na Romaria e Festa em honra a Nossa Senhora Aparecida. A redação traz nesta semana, uma reportagem sobre os fatos que motivaram tal discussão e ouviu representante do Conselho Paroquial da Paróquia São João Batista.

Embora exista a necessidade de rever, melhor organizar e fiscalizar com mais eficiência o comércio ambulante no dia do evento religioso, dos fatos que levaram à retomada da discussão sobre assunto, o que se lamenta é a perda de uma vida, ceifada em circunstâncias violentas que envolveram vendedores ambulantes vindos de outro estado.

Porém, a grandiosidade da demonstração de fé e devoção que se viu durante a Romaria no dia 12 de outubro, é inquestionável. Foi calculada neste ano a participação de mais de 90 mil fiéis, uma multidão que participou efetivamente da procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida, motivada pela fé e devoção à Virgem Maria.

A espiritualidade é o que motiva a cada ano, a vinda de mais e mais fiéis a Campos Novos e é o que deve marcar o dia 12 de Outubro neste evento que se consolidou como o maior do Sul do País.

Ajustes para garantir a segurança e regularizar de fato o comércio ambulante são sim necessários, mas o que deve ser evidenciado neste turismo religioso é a real motivação, que é a Romaria. Os romeiros são motivados pela sua fé e não pelo comércio. O turismo religioso pode trazer sim impactos positivos para a economia local, desde que devidamente planejado e regularizado.

Por Antonia Claudete Martins. Editora Chefe do Jornal O Celeiro.

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1451 de 20 de Outubro de 2016.

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