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Como é o seu comportamento digital?

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Drialli Dalazen

Tecnologia está presente no nosso cotidiano, para quem nasceu na era digital fica impossível imaginar uma vida sem. Uma simples conversa com os avós, por exemplo, ilustra muito bem as dificuldades de uma época sem o acesso digital.

Em contrapartida, a facilidade que a tecnologia trouxe, o seu uso em excesso pode gerar grandes problemas. A dependência digital já é considerada um transtorno mental. As pessoas que ficam muito ansiosas ou angustiadas quando estão longe dos celulares podem sofrer de nomofobia, um distúrbio que atrapalha a vida social, o desempenho no trabalho e pode até provocar acidentes graves.

Uma série bastante famosa que explora o lado sombrio do mau uso da tecnologia é “Black Mirror”, série britânica lançada em 2011. O nome da série, explica seu criador, é uma referência às telas dos smartphones, das TVs, dos tablets, dos laptops e dos monitores em geral. Quando desligados, elas se tornam um “espelho negro”, onde vemos nossa imagem projetada.

Mas é preciso ficar atento para não culpar a tecnologia por tudo, precisamos analisar como é o comportamento das pessoas em relação a ela. Ter acesso à tecnologia é maravilhoso, positivo, informa, comunica, aproxima. Depois de ler esse texto não precisa jogar o smartphone, tablet ou laptop fora, nem proibir seu filho se jogar vídeo game. Tudo isso pode ser muito positivo, se usado da forma correta.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre o tema, utilizei as respostas do psicólogo Cristiano Nabuco, doutor em psiquiatria e coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP) as seguintes perguntas:

– Mas quando a interação com computadores e internet vira problema?

No momento em que o indivíduo começa a negligenciar atividades do cotidiano por preferir interagir com a plataforma digital.

– A exposição das crianças a essa tecnologia deveria começar quando?

Nunca antes dos dois anos. A criança, às vezes, não consegue com o peso da cabeça e já está com um tablet. O cérebro da criança tem um determinado tempo de maturação. Os brinquedos antigos dão chance ao cérebro, à medida que a criança interage, cria sintonia, refinamento motor e cognitivo.

Para concluir gostaria que refletisse como é seu comportamento com o seu smartphone. Quando encontra os seus amigos em um restaurante, está mais preocupado em fazer o check-in, tirar foto dos pratos ou em conversar efetivamente com quem está lá? Quantas postagens você faz por dia? Quantas selfies publica? Com que frequência checa a rede social? Consegue desconectar e ficar bem com isso? A dica de hoje é aproveitar mais a vida off-line, o mundo fora das telas também merece ser curtido.

 

Por Drialli Dalazen – Publicitária

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1453 de 03 de Novembro de 2016

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