A intenção das profissionais do NUPSY foi justamente combater o estigma e o tabu relacionados ao assunto. Uma temática delicada, sim, mas que por diversas razões, entre elas o preconceito, ainda geram e impedem de se falar abertamente sobre esse importante problema de saúde pública.
Não falar sobre suicídio é um mito que está presente em nossa cultura, por séculos. Por isso iniciativas como a do Painel promovido pelo Núcleo de Psicologia, são de grande importância a fim de criar mecanismos que visem levar ajuda a este público que sofre com o problema. Lutar contra este tabu, este mito, de não falar sobre o assunto, é fundamental para que a prevenção seja bem-sucedida.
Erros de atitude frente a esta problemática são historicamente repetidos em torno do comportamento suicida, levando estas pessoas a se sentirem excluídas e discriminadas. A informação e o conhecimento sobre o comportamento suicida podem contribuir junto à família e sociedade em geral.
Estar próximo, acolher sem julgar a atitude do outro, pode ser um bom começo para que se estabeleça um contato e que se abra o diálogo. Conforme a Organização Mundial de Saúde, educar as pessoas sobre o suicídio pode ajudar a alertar as comunidades para os sinais de aviso, a dissipar os mitos, bem como a oferecer esperança àqueles que sofrem com o transtorno.
A ONU considera ainda que a gestão do suicídio entre adolescentes torna-se ainda mais importante, pois em casos mais sérios, o adolescente que considera o suicídio deve ter especial atenção.
Conforme campanha desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria: “Ficar triste pode ser natural, entretanto, pensar em desistir não é a melhor opção. Por isso, acredite na vida”.
Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1476 de 27 de abril de 2017.
