Domingo , 20 Agosto 2017
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A importância da vacina na prevenção da doença meningocócica

Pessoas não vacinadas de qualquer idade são vulneráveis. A proteção vacinal recomendada vai além da vacina meningocócica tipo C, disponibilizada pela saúde pública.

A meningite meningocócica é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro e certamente está entre as doenças imunopreveníveis mais temidas. É causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e é mais grave quando atinge a corrente sanguínea, provocando meningococcemia — infecção generalizada. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), de 1.500 a mais de 3 mil brasileiros são acometidos todos os anos. Pessoas não vacinadas de qualquer idade são vulneráveis, mas no Brasil a Doença Meningocócica (DM) é mais frequente entre crianças com até 5 anos.

A Clínica de Vacinas Campos Novos, que funciona junto ao Laboratório Gavazoni, disponibiliza cobertura vacinal para os cinco tipos (sorogrupos) de meningococo que causam a maioria dos casos de DM. São eles: A, B, C, W e Y. Conforme a enfermeira da Clínica de Vacinas, Beatriz Cadore, a imunização segue os calendários de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações. “Há anos a rede pública já tem a vacina meningocócica C. Hoje o SUS pensa no coletivo e criam a faixa etária e não estendem para toda a população, o que não quer dizer que o restante dessas pessoas não corra o risco dessas doenças. Nós trazemos os calendários da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunizações, que recomendam os tipos A,B, C,W e Y, então são cinco sorotipos”.

Beatriz Cadore

A meningite pode ser viral ou bacteriana e as duas formas são consideradas graves. “As duas são graves, eu já trabalhei dentro de uma UTI e presenciei uma equipe inteira, com a melhor tecnologia à disposição, não conseguindo evitar o óbito causado pela meningite. Porém, a mais grave é a bacteriana, porque ela é rápida, podendo levar ao óbito em 24 horas. Quando a pessoa não vai a óbito, a meningite bacteriana deixa sequelas graves para o resto da vida”, reforçou a enfermeira.

Beatriz Cadore se manifestou ainda sobre a falta de vacinas, que tem agravado este quadro, tanto na saúde pública, quanto privada, necessitando que quem tenha interesse em se proteger, se manifeste com antecedência a fim de garantir a vacina. “A rede particular, tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto de Imunizações, eles pensam no indivíduo como um ser único, com um cronograma de vacinação com o que há de mais tecnológico, com um calendário em nível de primeiro mundo. Porque que eu vou deixar de me vacinar contra 5 tipos de meningite que pode levar à morte em 24 horas? Porque eu não vou me proteger e proteger os meus filhos”? Porém, tanto a rede pública, quanto a rede privada, enfrentam dificuldades devido à falta de vacinas, o que nos leva a orientar que quem queira se proteger nos procure para que possamos ir em busca e garantir a vacina”, afirmou.

Em nota técnica a SBIm reforça que diante do impacto e da gravidade da doença meningocócica, é desejável que os esquemas de vacinação sejam cumpridos com todas as doses administradas nas idades preconizadas e sem atrasos, o que assegura a proteção adequada precoce para os lactentes jovens.  A nota diz ainda que de acordo com dados epidemiológicos (SIREVA – 2014), considerando-se todas as faixas etárias, no Brasil, o sorogrupo C predomina, com cerca de 60 a 70 % das meningites meningocócicas, seguido do B, com 22% e do W com 8%. No entanto, graças à vacinação rotineira contra o meningococo C e sua consequente redução na população vacinada (menores de 2 anos), no grupo menor de 5 anos, registrou-se um predomínio do sorogrupo B com 57%, seguido do C om 28% e do W com 15%.

Em Santa Catarina, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), dos 694 casos confirmados de meningite em 2016, 87% foram do tipo viral. Neste ano, até o dia 23 de junho, dos 350 casos confirmados, 94% foram de meningite viral.

Já a meningite bacteriana, informa a DIVE, apesar de se apresentar em menor número, é o tipo mais severo pelo potencial de provocar sequelas graves e, até mesmo, levar à morte em poucas horas se as pessoas não forem tratadas a tempo. Em Santa Catarina, foram 29 casos em 2016, com seis óbitos, e 22 casos em 2017, com cinco óbitos.

Estes números justificam a preocupação com a prevenção por meio da vacina. “Você pode ir além, você pode ir buscar orientação porque existem vacinas na rede privada, além das disponibilizadas pela rede pública. Para cada faixa etária temos um esquema de vacina. É importante que as pessoas se orientem, elas podem me procurar aqui, eu não cobro essa orientação aqui no laboratório. As vacinas que eu disponibilizo são particulares, mas a orientação é gratuita. Importante é o ser humano, é a saúde, é a prevenção, aqui trabalhamos muito esse lado da humanização da saúde e os próprios profissionais da saúde estão mais abertos, o que facilita também o nosso trabalho”, considerou ainda Beatriz.

Beatriz Cadore reforçou também os sintomas da doença, que incluem febre de início repentino, associada à dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca, vômitos frequentes e confusão mental. Em crianças pequenas, esses sintomas podem apresentar-se como choro persistente, irritação, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e “moleira inchada”. Na apresentação desses sintomas, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima, para avaliação médica, análise preliminar de amostras clínicas do paciente e início de tratamento que deverá ser feito de acordo com o agente causador da doença.

Qualidade e segurança

Conforme a enfermeira, a sala de vacina da Clínica do Laboratório Gavazoni é liberada pela Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina. Fundada em 2013, a Clínica conta com uma equipe técnica completa, sendo uma enfermeira (Beatriz Cadore), um responsável técnico (médico Francisco Solano) e uma farmacêutica (Cristiane Gavazoni). “Nós prezamos pela qualidade e segurança. As vacinas vem com um selo, contendo dados do SAC, data de validade, lote, tudo que assegura a qualidade. Temos uma equipe técnica diferenciada, com todos os profissionais com nível superior”, observou Beatriz.  Conforme a enfermeira, a sala de vacina da Clínica do Laboratório Gavazoni é liberada pela Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina. Fundada em 2013, a Clínica conta com uma equipe técnica completa, sendo uma enfermeira (Beatriz Cadore), um responsável técnico (médico Francisco Solano) e uma farmacêutica (Cristiane Gavazoni). “Nós prezamos pela qualidade e segurança. As vacinas vem com um selo, contendo dados do SAC, data de validade, lote, tudo que assegura a qualidade. Temos uma equipe técnica diferenciada, com todos os profissionais com nível superior”, observou Beatriz.

Outro diferencial, informa ainda a enfermeira, é que as vacinas oferecidas na rede privada provocam menos reações adversas. “Nosso maior diferencial é esse, além de oferecer mais proteção, você oferece menos reações adversas”, concluiu.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1490 de 03 de agosto de 2017.

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