Turmas do Infantil II e III do Centro Educacional Potencial experienciam costumes dos Pampas.
As educadoras Maritânia Brandalise e Eliane Moreira, quando da idealização de sua ação “Cavalgando pelos Pampas”, tiveram como norte identificar, valorizar e potencializar saberes das diferentes populações que vivem na região pampeana, para fazer, dessa forma, com que as crianças se conscientizem das riquezas naturais, históricas, culturais e valorizem os traços dessa cultura percebidos em Campos Novos.
Inicialmente, foi dado enfoque ao que o material didático traz sobre a temática por meio de leitura de imagens, vídeos, contação de histórias, localização do bioma em mapas, percepção da sua extensão e biodiversidade. Contando com mais de 3 mil tipos de plantas vasculares, mais de 350 espécies de aves, além de 90 tipos de mamíferos, os Pampas, também conhecidos como Campos Sulinos, são o cenário do gaúcho, das cavalgadas, das tropas de animais, da dança tradicionalista e da comida que é marca registrada da cultura gaúcha: o churrasco.
E para vivenciar todo esse conhecimento na prática, os educandos circularam pelas artes, pintando quadros com animais da região (vaca e cavalo), também tiveram uma roda de chimarrão, cada criança com sua cuia, alguns apreciando o sabor marcante da erva-mate pela primeira vez. Na sequência, houve uma tarde de brincadeiras comuns nos Pampas, dentre elas o laço em vaca parada. Houve, também, a “visita” de uma ovelha, momento no qual Nelson Arlindo Bess, pai de uma educanda, pôde falar sobre esse animal tão comum nos Campos Sulinos e aqui em nosso município. Em uma outra tarde, montou-se um acampamento no pátio da escola quando, com a presença de Ismael Gomes, pai de outra educanda, saborearam um belo churrasco. No mesmo dia, outro pai esteve presente, Jeferson Klauz, e com seu berrante contou sobre seu uso no campo durante o transporte de animais.
Para alavancar mais ainda a consolidação dos saberes sobre os Pampas e a cultura sulina, houve uma saída de campo e visita ao Galpão Caipora Viu, da família Zandoná. Recepcionados pelo casal João Carlos e Olga Di Domênico e seu filho João Alexandre, as crianças passaram a tarde da última sexta-feira, 25 de agosto, na Fazenda São João. Em meio a quero-queros, patos, ovelhas, bois, cavalos, olhos d’água e muito verde, todos puderam experienciar uma tarde na rotina dos que vivem do campo, uma rotina comum em nosso município que apresenta muito da cultura pampeana.
Essa ação tão rica e pensada com tanto carinho pelas educadoras se fez possível até então pelas parcerias firmadas. Para a gestora do projeto, Nazira Mansur Elias, o que vai ficando cada vez mais evidente a cada nova ação no Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento é o potencial do povo camponovense, sua acolhida, sua receptividade e adesão a iniciativas que visem à valorização da cultura local, ao respeito à natureza, ao conhecimento científico como ferramenta para a sustentabilidade no desenvolvimento. Ressaltando-se que o bom andamento das atividades se deve ao empenho de todos os educadores e funcionários da escola que contam com o aval e incentivo dos Diretores Vânia Maria Scapini Lemos e Luís Henrique Scapini Lemos.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1494 de 31 de agosto de 2017.
