
O presidente do PMDB em Santa Catarina, deputado federal Mauro Mariani, afirmou nesta sexta-feira, 04, em Campos Novos, que o PMDB terá candidato ao governo e descartou qualquer tipo de aliança com PP e PT no estado. “As coligações se dão na última semana, quando não na última noite, então falar em alianças hoje é um chute, mas alguma coisa a gente pode dizer. Acho pouco provável, quase impossível o nosso partido estar coligado com o Partido dos Trabalhadores devido aos últimos fatos, pela influência nacional, nós não temos clima para estar juntos na próxima eleição. Outra coligação improvável é o PMDB com o Partido Progressista. No cenário estadual, PMDB e PP são tradicionais adversários, então é uma coligação improvável. Tirando estes dois partidos, o PMDB não faz nenhuma ressalva a qualquer outra sigla”.
Mariani disse também que o cenário para 2018 é de candidatura própria do PMDB ao governo. “O PMDB terá que ter uma candidatura, não é possível o maior partido de Santa Catarina, ficarmos três eleições consecutivas sem apresentarmos uma candidatura. O PMDB terá uma candidatura em 2018”.
Mauro Marini acompanha outros líderes estaduais do PMDB em Campos Novos dentro do roteiro do “15 em Movimento”, criado para ouvir segmentos estratégicos das regiões e levantar as principais demandas e oportunidades. Entre as propostas defendidas por Mariani, que é um dos pré-candidatos do partido ao governo, estão o fortalecimento e a modernização do processo de descentralização implantado há 16 anos por meio das Regionais de Governo, além de propostas ligadas aos setores da saúde, segurança púbica e infraestrutura.
O deputado também foi questionado quanto ao voto favorável ao arquivamento da abertura de investigação do presidente Michel Temer, assim como os demais parlamentares do PMDB. “Não podia ser diferente, prevaleceu nesta decisão o que é menos pior para o Brasil. Se nós tivéssemos aprovado a saída, daqui a seis meses teríamos mais um presidente e depois outro. Fora o Michel Temer teríamos mais três presidentes num prazo de um ano e meio, o que seria ainda mais prejudicial para a estabilidade do Brasil”, justificou.
Participam da agenda do 15 em Campos Novos, além do presidente estadual da sigla, os deputados federais Celso Maldaner e Valdir Colatto, o deputado estadual Romildo Titon, entre outras lideranças do partido, com visita à Coopercampos, encontro com empresários na sede da CDL e encerram o roteiro com encontro partidário com líderes do PMDB da região na Câmara de Vereadores às 19h.

