Sexta-feira , 24 Novembro 2017
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Projeto piloto do ambulatório no PAM começa a funcionar

Atendimento conta com mais um médico plantonista e acontece das seis da tarde às dez da noite. Proposta é desafogar emergência do plantão do Hospital Dr. José Athanázio. Medida atende reivindicação da bancada do PP.

Uma demanda antiga com proposta de resolução por meio de projeto piloto com atendimento ambulatorial na Unidade de Saúde Central (antigo PAM), que foi aberto na quarta-feira, 1º de novembro. Os detalhes foram informados pelo vereador Adavilson Telles (Mancha), do PP, em entrevista ao Jornal O Celeiro. Reportagem da edição 1500 de 12 de outubro, já havia adiantado a disposição da Administração Municipal em implantar o ambulatório.

A medida pretende desafogar a emergência do Hospital Dr. José Athanázio e foi reivindicada pelos vereadores da Bancada do PP (Adavilson Telles, Marciano Dalmolin e Irineu Armando Osório Junior). Mancha reforça que a demanda por uma solução do atendimento do plantão é antiga. A proposta inicial é do atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, das seis da tarde às dez da noite, com os mesmos profissionais que atendem no plantão da Fundação Hospitalar.  “Vale ressaltar que é uma demanda de anos o atendimento de dois médicos plantonistas. Eu sempre digo na Tribuna do Legislativo que eu nasci há 36 anos na Fundação Dr. José Athanázio e tinha apenas um plantonista e a realidade até então não havia mudado. É um projeto piloto, que está sendo iniciado do atendimento ambulatorial. Os mesmos profissionais que atendem no plantão do hospital vão prestar atendimento no ambulatório. Uma cobrança minha e dos demais da bancada do PP, dos vereadores Dalmolin e Piratuba”.

Adavilson Telles “Mancha”

O atendimento ambulatorial é por livre demanda e a necessidade se comprova pelos números do plantão do Hospital Dr. José Athanázio. “Em apenas 10 dias a Fundação teve 380 atendimentos de emergência e desses somente 14 deram internamento. É um dado que precisa ser analisado, pois realmente mostra que a grande maioria da população procura emergência por falta de atendimento nos postos de saúde. O objetivo principal da administração é tentar solucionar o problema de forma que atenda a população. São médicos que faltaram no posto de saúde ou que estão de férias e acaba estourando na porta do hospital. Porém, a emergência tem que ser tratada como emergência de fato”, considerou Vereador Mancha, observando que em função do excesso de atendimentos no plantão, poderá chegar um momento em que os profissionais médicos não estarão mais dispostos a atender na emergência da instituição de saúde.

Com proposta inicial de atendimento ambulatorial nos horários de pico do plantão, ou seja,  das seis da tarde às dez da noite, o projeto poderá ser ampliado futuramente, tanto em termos de horário, quanto aos finais de semana, conforme a demanda. “Projeto é piloto e poderá ser ampliado de acordo com a demanda. É importante ressaltar para a população, porém, que isso não quer dizer que as pessoas irão chegar lá e serão atendidas em 10 minutos. O que o ambulatório vai fazer é separar de fato o que é emergência e o que é consulta eletiva. É isso que o executivo está fazendo, é o que o que nós pedimos para que fosse feito. Nós sabemos que o ambulatório terá demanda e que irá chegar às dez da noite, as portas serão fechadas e quem estiver lá dentro será atendido.  Nós iremos desafogar a emergência de fato do hospital, que é a proposta”.

A equipe do ambulatório contará com médico, enfermeiros e um guarda do patrimônio público municipal. A princípio as pessoas serão atendidas pela porta principal, mas futuramente uma obra física vai possibilitar que os pacientes tenham acesso ao atendimento por uma porta lateral.

O paciente sairá medicado do ambulatório e as receitas terão validade de apenas 24 horas quando emitidas no atendimento ambulatorial ou no plantão do hospital. “O médico vai medicar e o paciente vai sair medicado de lá. As receitas que são fornecidas no plantão ou no ambulatório, houve mudança e terão validade de apenas 24 horas. O que acontece hoje e é importante que a população saiba disso, é que o cidadão vai na emergência, porém, aparece só três dias depois para pegar o remédio  na farmácia básica municipal. Então se ficou três dias sem remédios, será que era emergência? Reforçando, a farmácia do município só irá fornecer medicamentos de receita do plantão ou ambulatório num prazo de 24 horas”.

A princípio, o encaminhamento do que é ou não emergência será feito pelos próprios profissionais do Hospital Dr. José Athanázio, informou ainda Vereador Mancha. Para implantação do Protocolo de Manchester (classificação de risco), é necessária a contratação de mais quatro enfermeiras, com a abertura de quatro vagas no plano de carreira da Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, passando pela aprovação da Câmara de Vereadores.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1503 de 02 de novembro de 2017.

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