Quinta-feira , 19 Julho 2018
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CIDASC comemora 39 anos em 2018

Enori Barbieri faz balanço de sua gestão à frente da empresa.

Enori Barbieri

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, comemora 39 anos de fundação em 2018, está presente em todos os municípios catarinenses. Com 19 Departamentos Regionais, um Terminal Graneleiro em São Francisco do Sul e o Escritório Central em Florianópolis, a Cidasc conta com um quadro de aproximadamente 1.000 profissionais comprometidos com a defesa sanitária animal, vegetal e inspeção dos produtos de origem animal.

“Desde 2011 conseguimos realizar com recursos próprios investimentos no valor de R$ 10,3 milhões de reais em defesa sanitária animal, vegetal e inspeção. Através dos convênios com o Programa SC Rural, realizamos investimentos em estrutura e melhoria da competitividade da agricultura familiar em Santa Catarina no valor de R$ 18,6 milhões de Reais. Em convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, foram investidos 10,5 milhões de Reais em ações inerentes às áreas de defesa agropecuária. Foram anos de intenso trabalho, realizado com responsabilidade, transparência e austeridade”, avaliou o presidente da Cidasc e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri.
Atualmente, o estado exporta para quase 150 países, gerando 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias da carne em Santa Catarina e conta com 18 mil produtores integrados (suínos e aves).

“Os resultados destes sete anos de minha gestão reafirmam o orgulho do dever cumprido, com elevado grau de comprometimento, respeito aos cidadãos, aos funcionários, aos produtores rurais, iniciativa privada e entidades do setor”, concluiu.

Defesa Sanitária Animal

A Cidasc mantém a excelência da qualidade dos rebanhos catarinenses através do esforço ininterrupto dos seus colaboradores. Desde 2011 até hoje, emitiu mais de 8 milhões de certificados de Guia de Trânsito Animal – GTA, média anual de 1,3 milhão. Em 2013 a Cidasc fez o lançamento do Guia de Trânsito Animal via internet (e-GTA), ferramenta voltada para beneficiar o produtor rural e agilizar a emissão de documentos.

A Organização Mundial de Saúde Animal – OIE renova anualmente a certificação de Santa Catarina como zona livre de Febre Aftosa sem vacinação, primeiro e único estado brasileiro a conseguir esta honraria. Em 2015, Santa Catarina também foi reconhecida pela Organização como zona livre de Peste Suína Clássica. Durante este período houve uma expressiva abertura para o mercado internacional. Em 2016 ocorreu o emblemático embarque de quatro mil terneiros vivos destinados à Turquia, o que fortaleceu ainda mais o cenário produtivo catarinense.

A Cidasc também conta com Laboratórios de Diagnóstico Animal, que realizam atividades de apoio aos Programas da Defesa Sanitária Animal no Estado de Santa Catarina. Dois laboratórios próprios estão localizados em Joinville e Chapecó e outros 12 são conveniados. Em 2016 os laboratórios da Cidasc foram acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, o que garantiu rastreabilidade, confiabilidade e segurança para em 2017 receber o credenciamento do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Defesa Sanitária Vegetal

Santa Catarina é o maior produtor brasileiro de maçãs, com 60% da safra nacional, e em 2014, o estado conquistou o status de área livre da Cydia pomonella. Anualmente a Cidasc emite 100 mil Permissões de Trânsito de Vegetais – PTVs, consolidando a proteção às espécies vegetais catarinenses tanto quanto a produção agropecuária que compõe o mercado rural. Avançou significativamente nas atividades de rastreabilidade. O Programa e-Origem, lançado em 2017, foi desenvolvido em parceria com a Epagri e a Ceasa/SC com o objetivo de monitorar e fiscalizar o uso inadequado de agrotóxicos e apurar responsabilidades, protegendo a saúde do produtor e do consumidor, além de preservar o meio ambiente.

O Serviço de Classificação de Produtos de Origem Vegetal da Cidasc, que tem por objetivo oferecer produtos nos padrões físicos de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, realizou a classificação de 1 trilhão de toneladas de produtos de origem vegetal por ano através de 15 postos de classificação. Além disso, certificou 7 empresas com o Selo de Conformidade Cidasc até o final de 2017.

Em matéria de Educação Sanitária, a Cidasc desenvolve o Projeto Sanitarista Junior. Em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, o Mapa e o Ministério Público do Estado desenvolve ações de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária como tema transversal no currículo de estudantes de escolas municipais e estaduais de Santa Catarina. Atualmente, o Projeto está presente em 100 escolas de 42 municípios catarinenses, e já formou mais de 7 mil alunos.

Inspeção

Em 2011, a Cidasc adotou um novo modelo de Inspeção inspirado nas experiências de países como a Nova Zelândia, Austrália, França e Alemanha. Hoje é permitido que as indústrias contratem prestação de serviços de médicos veterinários do setor privado para executar os serviços de inspeção. Entretanto, estes profissionais devem estar vinculados a uma instituição credenciada pela Cidasc e também preencherem requisitos apresentados pelos editais da Companhia. Os convênios de cooperação realizados entre as Prefeituras catarinenses e a Cidasc resultou na efetivação de 85 profissionais cedidos pelos municípios para atuarem na área de inspeção. Além disso, o Sistema de Inspeção Estadual – SIE atende 1157 estabelecimentos registrados, dos quais cerca de 554 estabelecimentos estão ativos no SIE, sendo 180 da indústria do abate.

A Cidasc possui ainda o Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul que apresentou crescente movimentação nas exportações de 2011 até hoje, movimentando cerca de 6 milhões de toneladas de grãos expedidas pelo corredor exportação anualmente. Desde 2011, vultosos investimentos foram realizados no Terminal, como o alfandegamento e investimentos em infraestrutura utilizados nas operações de embarque de navios.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1524 de 12 de abril de 2018.

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