Revitalização da Avenida JK e Belicanta Neto e Projeto de terceirização do Hospital e foram rejeitados na Câmara de Vereadores
O primeiro projeto em votação da Avenida JK e Belicanta Neto e tinha como valor R$ 14.998.755,89. Na oportunidade os vereadores do MDB justificaram os votos: O Vereador Cássio Campagnoni (MDB) demonstrou seu parecer contrário, diante do longo prazo para pagamento, além do montante de juros acumulados. O vereador Pé (MDB) destacou que nenhum vereador do partido é contra a revitalização da Av. JK, porém não concorda com a forma de como o projeto foi elaborado. O vereador afirmou que o atual prefeito deveria rever as condições do projeto, pois o pagamento inicia apenas na próxima gestão. Ele considerou que endividar o município por 24 anos não é concebível pois os juros seriam bastante elevados.
O Vereador Darcy Rodrigo Pedroso (MDB) defendeu seu voto também contrário, afirmando que existem outros bairros que necessitam com mais urgência de revitalização. “Poderia ser o Nelson Cruz ou qualquer outro prefeito, eu não seria a favor deste projeto”, afirmou.
O Vereador Dalmolin (PP) defendeu a aprovação do projeto, destacou que juntamente com o vereador Mancha apresentaram a proposta de emenda para reduzir o prazo de pagamento, mas que não foi acatada pelos demais vereadores. O vereador também afirmou que não tinha conhecimento de que o projeto entraria em votação nesta terça-feira (08). “Temos uma série de setores que vai beneficiar, nós não podemos frear o desenvolvimento do município”, afirmou Dalmolin.
Piratuba Júnior (PP) também deu ser parecer favorável afirmando que é essencial a revitalização da cidade. O vereador destacou que a entrada do município é a mesma desde os anos 70 e necessita de investimento. O vereador afirmou que a comunidade poderá no futuro poderá cobrar que os vereadores “estão travando o desenvolvimento do município”. Piratuba propôs uma audiência pública para discutir o projeto com a comunidade e afirmou que não sabia que o projeto entraria em votação.
Ao final das discussões o projeto foi rejeitado com 5 votos contrários e 4 votos favoráveis. O presidente do Poder Legislativo Vereador Crespo utilizou o voto de minerva e seguiu a bancada, votando contra o projeto.
Como votaram os vereadores
Votaram contra:
– José Adelar Carpes (MDB)
– Maurilio Castro Campagnoni (MDB)
– Darcy Rodrigo Pedroso (MDB)
– Rui Tomazoni (MDB)
– Dirceu José Kaiper (MDB)
Votaram favoráveis :
– Irineu Armando Osório Junior – PP –
– Adavilson Telles – PP
– Marciano Dalmolin – PP
– Antonio Rosa – PT
A rejeição da terceirização do Hospital
O Projeto de Lei que prevê o repasse da Fundação Hospitalar Dr. José Athanazio para uma OS, também entrou em pauta na câmara de vereadores. Apesar do projeto ter sido discutido nas comissões e realizada audiência pública buscando esclarecimento, a decisão definitiva foi a rejeição. Com 5 votos contrários da bancada do MDB e 4 votos favoráveis dos vereadores da bancada do PP e PT, acabou ficando para o presidente do Poder Legislativo Vereador – José Adelar Carpes (MDB), o voto de minerva, “Crespo”, utilizou seu voto seguiu a bancada votando contrário.
O resultado da Votação:
Votaram contra:
– José Adelar Carpes (MDB)
– Maurilio Castro Campagnoni (MDB)
– Darcy Rodrigo Pedroso (MDB)
– Rui Tomazoni (MDB)
– Dirceu José Kaiper (MDB)
Votaram favoráveis:
– Irineu Armando Osório Junior – PP –
– Adavilson Telles – PP
– Marciano Dalmolin – PP
– Antonio Rosa – PT
Chega ao fim a ideia da contratação da OS
A audiência pública realizada no dia 3, que discutiu sobre a contratação de organização social para gerir o Hospital não foi suficiente para converncer os vereadores.
Além da audiência o Conselho Municipal de Saúde també se reuniu para discutir sobre a terceirização, e todos foram unanimes em dizer que a OS seria uma boa alternativa para gestão do hospital. O diretor técnico da fundação, Euclides Dall’Oglio, alegou que a gestão por meio de uma organização social facilitaria muito o atendimento do hospital, pois agilizaria as questões burocráticas tão comuns nas gestões públicas.
Com a decisão negada, cabe uma conversa franca entre o Executivo e a Secretaria de Saúde para que reveja alternativas além da forma de gestão a ser adotada para que a população tenha melhores condições de atendimento. O que também deve acontecer é uma avaliação de investimentos a serem feitos para a aquisição de novos aparelhos, a contratação de mais profissionais, e de mais especialidades, e até reparos estruturais. De acordo com o prefeito Alexandre Zancanaro, o município destina o valor mensal R$ de 800 mil para o Hospital.
A decisão tomada na noite de ontem na câmara trará reflexos sobre a população, e por isso é preciso pensar de forma rápida no bem estar das pessoas.
A saúde de Campos Novos, precisa de medidas cautelares para evitar problemas futuros. É preciso impulsionar a saúde do municpio e isso requer uma reestruturação polivalente que traga benefícios à população, e consequentemente ao município, para que o mesmo se torne uma referência na região, assim como Joaçaba e Curitibanos.
Procurado pelo jornal “O Celeiro” na noite de ontem Dr. Euclides Dall’Oglio, Diretor Técnico do hospital preferiu não se manifestar. O Diretor Administrativo do Hospital Dr. José Athanázio, Estevãn Bohneberger também não quis falar. Procurado também o Prefeito Alexandre Zancanaro, disse que não iria comentar e que o Poder Público iria se manifestar nos próximos dias.
*Com informações: Simpatia FM
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1528 de 10 de maio de 2018.
