Quinta-feira , 19 Julho 2018
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Pesquisa mostra que micro e pequenas empresas amenizaram impactos da crise

Entre 2006 e 2016, segmento foi responsável pela geração de aproximadamente 5 milhões de postos de trabalho

Entre 2006 e 2016, o Brasil registrou um incremento de 1,1 milhão de novas pequenas empresas – o que representa um aumento de 21,9% -, segundo uma pesquisa do Sebrae e do Dieese. Essa alta permitiu a geração de 5 milhões de novos postos formais de trabalho, elevando para 16,9 milhões o total de vagas nesse segmento. A recessão econômica ocorrida em 2015 e 2016 afetou a atividade econômica do país, porém os pequenos negócios contribuíram para amenizar os impactos da crise no mercado de trabalho e na estrutura produtiva do Brasil, registrando números bem melhores em comparação às Médias e Grandes Empresas (MGE).

“Em 2016, ano do ápice da recessão econômica, os pequenos negócios representavam 99% dos estabelecimentos existentes no país e eram responsáveis por mais da metade dos empregos com carteira de trabalho, 54,5%, e pelo pagamento de 44,3% da massa de salários, sendo que essa aumentou 2,30% no período recessivo de 2014 a 2016, e os empregos 2,1% no mesmo período.”, avalia o analista técnico do Sebrae/SC, Cláudio Ferreira.

Outro dado interessante da pesquisa é o que mostra que a remuneração dos trabalhadores dos pequenos negócios cresceu mais do que entre os trabalhadores das médias e grandes empresas. Considerando o período entre 2006 e 2016, a remuneração média real dos empregados formais nos pequenos negócios cresceu 2,3% a.a., passando de R$ 1.504, em 2006, para R$ 1.885, em 2016. “Em 2006, a remuneração média dos trabalhadores das MGE era 65,5% acima da dos empregados nos pequenos negócios, mas essa diferença diminuiu para 50,8%, em 2016”, comenta.

Crescimento do Setor de Serviços

O setor de serviços foi o que mais cresceu no período do estudo. Entre 2006 e 2016, três quartos do crescimento dos pequenos negócios pode ser atribuído ao setor, que registrou incremento de quase 1 milhão de novos negócios, com ritmo de crescimento médio de 4% ao ano. Em 2006, o setor agrupava 34,4% dos pequenos negócios e em 2016 essa participação subiu para 41,7%, totalizando quase 2,9 milhões de estabelecimentos.

Por outro lado, caiu a participação relativa dos pequenos negócios no Comércio. Em 2006, mais da metade dos pequenos negócios (51,7%) estava concentrada nesse segmento, proporção que caiu para 42,8%, em 2016. Mesmo assim, o comércio se manteve como a atividade com maior número de pequenos negócios. Em 2016, o Comércio concentrava cerca de 2,9 milhões de pequenos negócios.

Durante a década do estudo também foi observado um aumento expressivo da participação de trabalhadores dos pequenos negócios com maior grau de instrução em todos os setores, com destaque para os que possuíam nível médio completo/superior incompleto.

Nos pequenos negócios de todos os setores houve aumento da participação da mão de obra feminina. O Comércio foi o que registrou a maior taxa de crescimento, saindo de 41% (2006) para 45% (2016). Porém, foram os pequenos negócios do setor de Serviços que concentraram mais mão de obra feminina (53%) em 2016, ou seja, mais da metade dos trabalhadores deste setor.

*Informações: RCN On Line

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