
Independente de religião ou se a pessoa acredita na Bíblia, essa pequena frase tem um grande poder e se acatada muitas das principais guerras do mundo poderiam ter sido evitadas. E os pequenos conflitos de personalidade e diferenças, não nos desgastaria tanto assim. Além de evitar desentendimentos, seguir esse principio nos dá paz mental. Quando estamos em paz conosco, fica mais fácil estar em paz com o mundo.
Mas porque falar de amor? Bem, nos últimos meses vimos uma guerra fria acontecer nas plataformas digitais. As redes socias viraram uma arma poderosa para ataques, xingamentos, e quebra de relacionamentos. Quanta tensão. As eleições acabaram, e a vida continua, de que adiantou tanta guerra, tanta ira, tanta raiva? Os candidatos eleitos cumprirão seus mandatos, sem ao menos se importar com as picuinhas geradas, e as pessoas aí guardando raiva e rancor. “Não aceito amigos que votem no candidato X. Todos que vão votar no candidato Y me excluam de suas redes”. Não é um erro assumir uma postura ou acreditar em alguém, erro é digladiar com pessoas que tem ideias diferentes. Afinal, aonde está o respeito e a tolerância?
Os posicionamentos sobre política, homofobia, racismo, religião e os mais diversos assuntos ultrapassam os limites da liberdade de expressão defendida na constituição se tornado um meio de divulgação de mensagens de ódio. O universo virtual virou um ringue que tem colocado fim a relacionamentos de anos. Nessas horas seguir a premissa deixada por Jesus Cristo poderá ser um ótimo antidoto contra os venenos que ingerimos por conta própria quando nos deixamos levar por esse discurso de ódio impregnando nas redes.
Que usemos as diferenças para conhecer o outro, para nos aproximar e não nos afastar. Se não conseguir aceitar a opinião alheia, conte até três, respire, ignore, a final sua paz vale ouro, ou não?
Por: Priscila Nascimento
Jornalista
*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1553 de 01 de Novembro de 2018.
