
Talvez nem por causa de si, mas pelos outros. Havia pressão. Havia cobrança. Havia expectativa, e sei como o medo do julgamento alheio revira o estômago e aperta o peito com mais intensidade do que possa sequer ser descrita.
Mas não deu. E quer saber? Está tudo bem. Mesmo que às vezes “perdemos”, “erramos”, “pisamos na bola” ou “não atingimos a média”.
Nós como adolescentes martirizamos ou repudiamos os fatos, mas acredite, não é o fim do mundo. Foi apenas um momento ruim, que servirá como aprendizado e blindagem para o próprio amadurecimento e evolução interna.
Acalme seu coração. Vai doer, algumas lágrimas irão correr e seus olhos irão piscar inundados de água em algumas ocasiões que questionarem. Nós temos sentimentos e querendo ou não, os sentimos.
Porém, jamais esqueça que a vida vai e vem, nos conduz por diferentes estradas e revira-se com mais facilidade do que possamos imaginar. Perder não é sinônimo de derrota, é um choque de realidade que nos lembra de que não somos robôs perfeitos, mas seres humanos. Ninguém é invencível. E assim como nós, as outras pessoas também merecem ter seu momento de glória.
Não é o fim. Coisas maiores e ainda melhores virão. Você batalhou tanto para chegar até aqui e irá desistir agora?
Erguer a cabeça e manter o passo firme, já faz de você um grande vencedor.
Tenha claro em seus princípios que ao final, o que valerá não será ostentar a posição mais alta, mas os momentos de superação que os conduziram até ela.
Se fosse fácil, não teria graça.
Por: Camila
Soares Borges, Estudante
*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1578 de 16 de maio de 2019.
