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Poder SC 007 – Nomes definidos

A Assembleia Legislativa de SC (Alesc) definiu nesta quarta-feira (23) os nomes dos cinco deputados que farão parte do tribunal misto que avaliará o pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva e a vice Daniela Reinehr. São eles: Kennedy Nunes (PSD), Laércio Schuster (PSB), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Mauricio Eskudlark (PL), e Sargento Lima (PSL). Como previsto, os cinco nomes são de parlamentares que votaram a favor do impeachment no plenário, apesar da tentativa de um grupo de deputados pelo ingresso de Vicente Caropreso (PSDB), que tem perfil mais governista. Se depender da fatia parlamentar, Moisés e Daniela devem ser afastados. A esperança do governo é ter apoio na causa entre os desembargadores escolhidos – por sorteio – no Tribunal de Justiça. Os nomes são Cláudia Lambert, Rubens Schulz, Sérgio Rizelo, Carlos Alberto Civinski, e Luiz Felipe Schuch.

NOVA COMISSÃO

A Alesc elegeu mais nove deputados para analisarem o segundo pedido de impeachment contra Moisés e Daniela que tramita na Casa. O colegiado será formado por Ana Caroline Campagnolo (PSL), Marcius Machado (PL), Ada de Luca (MDB), Valdir Cobalchini (MDB), Kennedy Nunes (PSD), Fabiano da Luz (PT), Paulinha (PDT), Sergio Motta (Republicanos), e Nazareno Martins (PSB). O presidente será Fabiano da Luz e o relator Valdir Cobalchini. A próxima reunião é em 6 de outubro. Esse pedido inclui a fatídica compra fraudulenta dos respiradores.

– O STF ainda não se manifestou sobre o rito do impeachment. Tramita no órgão, desde 9 de setembro, uma ação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) que pede a revisão do processo e a pacificação das incertezas na tramitação. A PGE inclusive pediu nesta semana que o Supremo seja ágil na manifestação. Tem pressa.

– BOATO corre afirmando que Moisés e Daniela poderiam renunciar para garantir eleições diretas. Ele nega, mas se considerasse também não diria oficialmente. O caso é que renunciar neste momento é atestar culpa no processo de impeachment e entregar o Executivo de bandeja para Julio Garcia.

– SEM O APOIO parlamentar necessário, Moisés recorreu à imprensa e às redes sociais para denunciar “a tentativa de virada de mesa”. O Twitter oficial do governador, por exemplo, raramente era usado para comentar atos políticos. Agora, as únicas postagens são destinadas a combater o impeachment.

*Coluna Publicada, no dia 26 Setembro 2020.

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