Na política, quem começa cedo a posicionar as peças e a definir as raias de disputa e os aliados larga em vantagem. Neste sentido, na Assembleia Legislativa de SC (Alesc) e na Câmara federal, há pelo menos oito parlamentares do PSL que devem ingressar em outras siglas para a disputa de 2022. Em geral, nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro e que aguardam a posição dele – aliados têm dito que em abril o presidente deve escolher uma nova legenda. É uma espécie de massa falida do que sobrou do partido que elegeu Bolsonaro em 2018, mas não significa que todos irão segui-lo. A janela para troca partidária de parlamentares ocorre somente em 2022, porém as conversas já iniciaram há algum tempo. Na Alesc, por exemplo, o PL de Jorginho Mello já trouxe Sargento Lima, e oficializou convite a Ana Campagnolo, Jessé Lopes e Coronel Mocellin. Já Ricardo Alba e Felipe Estevão têm conversas adiantadas com o DEM. Republicanos e Patriota são outras siglas de olho nessa turma.
QUEDA DE BRAÇO
A oferta do governo do Estado de colocar R$ 200 milhões nas obras federais da BR-470 abriu margem para que os deputados na Alesc também fizessem suas reivindicações. Primeiro, a bancada do Oeste garantiu R$ 50 milhões para as obras da BR-163, depois houve pedido para atender também a BR-280. O projeto, que originalmente previa R$ 250 milhões, deve ser devolvido ao Executivo com alterações no valor e algumas emendas. Não seria alvo de disputa se os repasses federais a Santa Catarina fossem mais regulares e volumosos.
– A ARRECADAÇÃO de Santa Catarina vem em seguidos recordes. Nos últimos quatro anos cresceu quase 25%, enquanto a economia de um modo geral avançou apenas 7%. Vários são os motivos para a alta, mas o mais importante é a queda da substituição tributária, modelo arcaico e injusto com o trabalhador e com o Estado.
– A DEFESA do governador Carlos Moisés no processo de impeachment não indicou testemunhas com vista a acelerar o novo julgamento. Os advogados apontaram apenas alguns documentos para tentar provar que o governador não sabia da compra e, quando soube, agiu para investigar e recuperar os R$ 33 milhões.
*Coluna ‘Poder SC’, publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1672 de 08 de abril de 2021.

