A história do jornal impresso é antiga e surgiu ainda nos períodos Antes de Cristo. As novas tecnologias, já previstas por grandes pensadores visionários, emergiram e estremeceram o veículo de comunicação mais antigo da história.
A crise na comunicação impressa não impediu a continuidade e a credibilidade do veículo. Ele permanece sendo considerado um meio de informação de uma geração que ainda prefere o jornal físico. Possivelmente, daqui a alguns anos, as novas gerações, já inseridas nos meios digitais, aposentem o impresso, mas por enquanto não.
Dentro desta perspectiva, um fato interessante é a desenvoltura apresentada pelo meio durante todos esses anos. Deixando de lado as generalizações, usemos o jornal O Celeiro como exemplo de um veículo impresso que se transformou ao longo do tempo para se adaptar as novas realidades.
Com abrangência limitada, o jornal circulava como um panfleto de oferta de supermercados. De que adiantava se dedicar ao trabalho, se poucos o liam? Novas mentalidades se apresentaram e as dinâmicas foram sendo mudadas. A ideia foi transformada em ação, e muito esforço foi empreendido.
Tão fácil manter-se naquele lugar, fazendo o mesmo de sempre. Porém, será que o jornal O Celeiro chegaria a marca dos 30 anos se a equipe continuasse em sua zona de conforto? As evoluções nascem das mudanças de atitudes. Três décadas se passaram e o jornal se recusou a parar no tempo. Hoje, imerso nas plataformas digitais, ele se reinventa a cada dia, porque sabe que a única forma de sobreviver é saindo da inércia.
Por: Priscila Nascimento,
Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1712 de 20 de janeiro de 2022.

