“Rápido no ouvir, vagaroso no falar”, esta é uma frase bíblica que reforça a necessidade de ouvir, ou seja, prestar atenção. Esta é uma ação não muito fácil. Em grupos de conversa há sempre uma disputa para ver quem fala mais. Mas são poucos os que se dispõe a ouvir e prestar atenção de fato.
Em um grupo pequeno talvez seja fácil resolver o problema. Porém, quando se trata de comunicação em grande escala, como fazer essa escuta? Como ouvir e de que forma ouvir? Por exemplo, no caso do Poder Público, como ouvir e prestar a atenção aos anseios dos indivíduos?
Por que esta abordagem e reflexão? A matéria de capa desta semana trouxe um assunto muito importante para as pessoas que vivem em Campos Novos. O projeto do Plano Diretor é algo que muda não apenas espaço físico e geográfico, mas que abrange e tem consequências na vida das pessoas. As decisões devem levar em conta as necessidades da comunidade. Não é o progresso pelo progresso, é progresso pelo bem-estar e qualidade de vida.
Imposições, autoritarismo e egocentrismo não devem fazer parte da cultura dos governos atuais, apesar de infelizmente ainda acontecer. A liderança deve ser participativa. É preciso ser ‘rápido’ em ouvir as pessoas, prestando atenção aos seus anseios. Felizmente temos a garantia da participação da população de Campos Novos nas decisões dos planos de diretor e de mobilidade. Como meio de comunicação, somos rápidos em prestar atenção às demandas da comunidade e somos sua voz para cobrar que elas sejam ouvidas pelos poderes públicos.
Por: Priscila Nascimento,
Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1723 de 07 de abril de 2022.

