Ícone do site Jornal O Celeiro

Família de colonizadores entrega nova Igreja e Salão Comunitário de Santa Lúcia em Celso Ramos

O versículo bíblico “a Fé move montanhas” motivou a família de Lourenzi partir da Itália e colonizar as regiões catarinenses: Sul (Siderópolis) e a Serra (Celso Ramos). Aliando religiosidade e trabalho, os frutos foram colhidos pelas gerações de descendentes de italianos. E, uma das formas de retribuir as graças recebidas foi edificando templos, como fez Lauro de Lourenzi, que ajudou a construir, em 1950, a primeira Igreja de Santa Lúcia, comunidade localizada no interior do município de Celso Ramos.

Da mesma forma de agradecimento assim o fez 20 anos depois, com apoio na construção da segunda edificação. Passando meio século de atividades no local, pela terceira vez em sua vida, Lauro se envolve nessa missão, porém desta vez recorreu aos seus 12 filhos e filhas para reconstruir aquele santuário de fé de seus familiares.

É neste contexto, que no último dia 18 de dezembro esta família de colonizadores de Celso Ramos entregou um novo projeto a todos os moradores da comunidade e ao município que poderá incluir a estrutura como atrativo turístico.

As obras contemplaram a substituição da igreja e o salão de festas da comunidade e construção de novas edificações. A nova igreja da comunidade de Santa Lúcia passou a contar com 168,10 m² de área construída, com características da arquitetura barroca, ornamentos destacados nas molduras das aberturas e detalhes na edificação. A parte interna da igreja foi totalmente mobiliada e a área externa do terreno recebeu paisagismo e pavimentação nas vias de acesso aos centros religioso e comunitário.

Responsável por viabilizar a iniciativa o empresário Hercílio de Lourenzi, juntamente com seus irmãos e irmãs assegurou o aporte financeiro e com a colaboração de Alda de Lourenzi, irmã mais nova de Lauro, que dou terreno próximo da antiga Igreja foi possível implantar o moderno projeto.

Em novembro de 2020 houve serviços de topografia e regularização fundiária do terreno. Confeccionados os projetos arquitetônico e civil, sendo aprovados pelo conselho comunitário da comunidade, a execução das obras teve início em abril de 2021 após serviços de terraplanagem realizados pela prefeitura de Celso Ramos.

A atual geração da família de Lourenzi, foi além da preservação de sua história via estrutura física. Pensando em deixar um legado para as futuras gerações, foi realizado o lançamento de um livro, no dia 18 de dezembro, que relata a história da família de colonizadores, bem como homenagem aos primeiros colonos por meio de um imponente monumento e uma urna do tempo lacrada, a ser preservada no interior da igreja, somente aberta daqui a 100 anos pelos moradores da época vindoura.

Serão documentos, cartas, imagens e objetos de famílias da comunidade que as futuras gerações vão poder sentir e entender como viveram seus antepassados. Um detalhe: a urna somente poderá ser aberta em 13 de dezembro de 2122, dia de Santa Lúcia.

O Poder Público Municipal de Celso Ramos pretende incluir o local na rota do turismo religioso do município, juntamente com as estruturas existentes: Santuário de São Peregrino e o Santuário de Rosa Mística.

A comunidade homenageou sua padroeira Santa Lúcia neste dia 18 de dezembro com a programação tradicional (missa, churrasco e matinê) e ato solene de entrega das obras pela família de Lourenzi. “É uma forma de retribuir tudo que esta terra nos deu, por que foi ali onde tudo começou. Pelas raízes profundas deste meu avô, meu pai e nós filhos foi a forma de agradecer.É uma retribuição da terra e onde viemos e um legado para futuras gerações”, conclui Hercílio, que nasceu na comunidade e atualmente reside em São Paulo-SP.

A comunidade fica distante a 5 quilômetros do centro da cidade de Celso Ramos e encanta pela região de colina margeada pelo Rio Canoas. A estrutura foi construída em terreno na parte alta, sendo cercada de vegetação nativa e floresta de pinus, além de campo para cultivo de grãos e criação de gado. Certamente, um local abençoado e aperfeiçoado pela família dos colonizadores de Lourenzi.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1760 de 22 de dezembro de 2022.

Sair da versão mobile