Mais um ano se inicia repleto de desafios e metas a serem alcançadas. Fazemos dezenas de planos, sejam relacionados à nossa vida pessoal ou profissional, fato é que, essa transição de calendário nos faz despertar para alguns objetivos, muitos deles acumulativos, ou seja, que se arrastam de um ano para outro.
Na medida em que os dias vão passando, principalmente neste arrancar do novo ano, vamos colocando estes desejos em prática. Nos matriculamos num novo curso, iniciamos a academia, começamos a guardar dinheiro para um desfrute familiar, dentre outras ações e interesses inerentes do ser humano.
Esta realidade, no entanto, acontece todos os anos e muitas vezes acaba gerando um círculo vicioso na vida das pessoas: iniciam o processo, sofrem com a adaptação e rapidamente retornam ao ponto de partida. Isso acontece pois não somos resilientes o suficiente para romper as barreiras e por isso não conseguimos atingir a meta traçada. Para escalar a montanha e ver a bela paisagem lá de cima, é necessário suportar o medo e resistir ao vento que o ameaça enquanto sobe. Lembre-se disso!
Dito isso, temos ciência que estas tendências vão se repetir com várias pessoas em 2024, 2025, 2026 e assim por diante. Contudo, existem outras práticas que não mudam e, sobretudo do dia para a noite, como por exemplo, a Língua Portuguesa.
Nos primeiros atos públicos do novo Governo Federal, a utilização da linguagem neutra, ou não-binária, chamou a atenção da opinião pública. Nas saudações iniciais em seus discursos, TODOS aqueles que se pronunciaram se dirigiram ao público desejando uma “Boa Tarde a TODOS, todas e todes”.
Que fique bem claro que as pessoas que reprovam esta maneira de se pronunciar, não estão sendo preconceituosas ou são contrárias à inclusão, mas sim, estão apenas defendendo a Língua Portuguesa, e vou explicar didaticamente.
Na Língua Portuguesa, TODOS, já engloba todas. O Português vem do Latim, e no Latim existe o gênero masculino, o gênero feminino e o gênero neutro. Na passagem do Latim para o Português, o que era neutro se torna masculino, fazendo inclusive o papel do neutro. Portanto, quando eu digo “Boa tarde a TODOS”, já estou englobando todas, dizer “Boa tarde a todos e a todas” é uma redundância, uma repetição desnecessária e enfadonha, e o “todes” se trata de um dialeto não-binário, não faz parte da Língua Portuguesa, e como todo dialeto, deve ser usado com o grupo que o criou. Entendido?
Portanto, esclarecida esta questão, desejo uma boa leitura da primeira edição do ano do Jornal O Celeiro e deixo meus votos de um Feliz e Próspero 2023 a TODOS!
Por: Orli Ricardo, Jornalista
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1761, de 12 de janeiro de 2023.

