Uma das principais recomendações dos profissionais da saúde é uma fórmula onde une a prática esportiva com a boa alimentação. Apesar da crescente inflação no país, ainda existe a possibilidade de o trabalhador brasileiro comprar alimentos essenciais para a nutrição que o corpo necessita. Não sou nenhum especialista na área, porém um prato com arroz e feijão, algum tipo de proteína e saladas, já atende as necessidades básicas do nosso organismo.
E com a escassez econômica, sobra dinheiro para praticar algum tipo de esporte?
A recomendação dos educadores físicos é de que devemos realizar exercícios regularmente, no mínimo três vezes por semana. Com a chegada da primavera e com as altas temperaturas registradas nos últimos dias, a super lotação das academias mostra que atividades aeróbicas e de musculação são as principais escolhas dos moradores locais. Para frequentar estes estabelecimentos, as mensalidades partem de cerca de 50 reais. E aí, dá para incluir no seu orçamento?
Mas se formos parar para pensar existem várias opções de modalidades esportivas, umas com alto custo, outras com médio e baixo custo, e tem também opção para quem não quer gastar nada. A prática da caminhada ou corrida pode ser feita no popular 0800. Existem praças e pistas que oferecem condições para se exercitar em total segurança. Também têm ruas e avenidas tranquilas, com fluxo baixo de veículos, que também se tornam boas opções.
Para a criançada, existem as escolinhas vinculadas ao poder público, que atendem as mais variadas modalidades esportivas de forma gratuita, o que além de incentivar práticas saudáveis, ainda contemplam a inclusão social.
As escolinhas com mais participantes ainda são as de futebol. Como veremos nesta edição, um dos cases de sucesso do nosso município é o núcleo da escolinha da Chapecoense. O projeto atende mais de 350 jovens e crianças do município, das mais variadas classes sociais, e além do apelo social que desempenha, também vem obtendo ótimos resultados dentro das quatro linhas.
O sonho de ser jogador de futebol e viver o glamour dos grandes astros mundiais é alimentado por milhões de crianças espalhadas pelo mundo. Contudo, vale ressaltar, que poucas delas se tornarão profissionais, e segundo estudos da Universidade do Futebol, com base em dados da CBF, indicam que mais da metade (55%) dos jogadores de futebol no Brasil recebem aproximadamente um salário mínimo. Quando o assunto são os salários mais altos, de R$ 10 mil para cima, esta porcentagem cai drasticamente, atendendo cerca de 5% dos futebolistas brasileiros.
A meta de se tornar um jogador famoso e milionário não é uma tarefa das mais fáceis, existem muitos fatores, além do talento, que implicam nesta conquista. Apesar disso, não significa dizer que as crianças devem desistir dos seus sonhos, pelo contrário, o processo é complexo, pois se fosse fácil, qualquer um chegaria ao topo.
Mas para você que não tem pretensão de se tornar um grande atleta, fica a dica, procure se especializar numa área que conceda boa remuneração e não se esqueça de tirar um tempo para cuidar do corpo e da alma.
Por: Orli Ricardo – Jornalista
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1798 de 28 de setembro de 2023.

