A saúde não se resume a tratamento, atendimento médico/ hospitalar. Mais do que isso, vem da atuação em prevenção na comunidade, com pesquisas, campanhas educativas, incentivo a mudança de hábitos, entre outras ações de prevenção para propiciar saúde e a consequente melhoria das condições de vida das pessoas.
È responsabilidade dos governantes não só propiciar tratamento suficiente e eficaz para as doenças da população, mas antes de tudo promover ações de prevenção as quais irão propiciar os resultados pretendidos.
Ressalta-se, aqui, a mudança de hábitos como um importante meio de assimilar conhecimentos novos e atitudes através de treinamento e disciplina para adquirir novos comportamentos. O favorecimento dessa medida é a facilidade com que as mudanças vão ocorrer. Uma vez assimiladas, a repetição já seria intuitiva e automática.
A Prevenção é ingrediente para o sucesso dos planos de governo, no que se refere as suas responsabilidades. É de suma Importância que as administrações públicas consigam propiciar as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde da população que, para a população, é uma questão de sobrevivência, a garantia de seus direitos constitucionais e o bem-estar social.
Sendo assim, como prevenção primária, vale repetir, é necessário que os profissionais administrativos incluam na promoção da saúde, medidas sociais e ambientais que mais adiante vão prevenir doenças, ressaltando-se aqui, as ações de saneamento básico (fornecimento de água potável, coleta do lixo e tratamento de esgoto) que são fundamentais para prevenir doenças e promover saúde, o que reflete diretamente nas questões educativas e socioeconômicas, uma vez que, todos os campos na sociedade são interligados e dessa forma, se beneficiarão.
Municípios com altos índices de doenças tem relação com o baixo investimento em saneamento básico. Junto com as doenças, a falta de água tratada e de esgoto vão influenciar diretamente no nível cultural e de desenvolvimento das cidades.
As novas diretrizes que a OMS preconiza, são traduzidas no conceito de Saúde Única onde, a saúde humana, animal e ambiental são interdependentes e uma influencia a outra, seja positiva ou negativamente. Este conceito de Saúde Única aliado à Medicina Preventiva, fundamentam as novas tendencias internacionais para a promoção da saúde.
Na prevenção, as ações de infraestrutura sanitária são fundamentais. Todo e qualquer administrador de cidades e Municípios tem que ter clareza dessa necessidade como apoio ao desempenho de outras funções da administração pública, pois a melhoria das condições de saúde da população, se refletirá diretamente nas questões educativas e socioeconômica, dando-lhe condições de cumprir com sua missão.
Segundo pesquisa da OMS, na questão dos óbitos que ocorrem no brasil, 15 mil pessoas morrem de doenças em decorrência da falta de saneamento. 100 milhões de brasileiros não tem tratamento de esgoto e 35 milhões não tem água tratada em suas casas. Esses índices explicam o nível educacional e cultural do nosso território Nacional.
Mais que suficientes são os argumentos de que a prevenção é básica para o sucesso de ações e projetos para a melhoria da saúde, assim como em outros campos biopsicossociais da população e do desenvolvimento do município.
Por: Lôise M, de Albuquerque e Cordi, Assistente Social
*Artigo publicado no Jornal ‘O Celeiro’, edição 1853 de 31 de outubro de 2024.

