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Natal, O Renascer de cada Dia como Peregrino de Esperança

A mensagem de Natal para este ano 2024 e entrando para o 2025 é de “Renascer” na vida como “Peregrino de Esperança”, que faz jus ao que vai ser inaugurado justamente na noite de Natal, na missa solene presidida pelo Papa Francisco, que perdurará por todo o ano próximo.

Entendamos isso tudo: o Papa atento e obediente ao seu ministério papal vai proclamar 2025 o Ano Jubilar, onde no princípio se celebrava a cada 100 anos ou então a cada século. No decorres dos anos passou para 33 anos recordando os anos de Jesus entre nós e por último a cada 25 anos com a intenção de que todas as gerações tivessem a oportunidade de celebrá-lo na vida. O Jubileu se torna marca de reconciliação, peregrinação, indulgência e testemunho de fé, tornando-nos Peregrinos de Esperança, tema que o Papa Francisco escolheu para nos ajudar a celebrá-lo.

A abertura na Diocese de Joaçaba vai ser um ato celebrativo na catedral no dia 29 de dezembro. Na nossa Campos Novos queremos já celebrar a abertura ainda na noite de Natal; um convite para que, aproveitando o clima natalino de simplicidade, sentimentos de paz, carinho e atenção para os da própria família, idosos e crianças, especialmente, com presentes, saudações carinhosas e festa, se nos acrescente um pigmento religioso já que quem provoca os festejos é o Menino Jesus que carrega dentro de si uma potência de valores de vida e salvação.

Veja que lá no princípio vem a palavra “Renascer”. Sim renascer para uma vida nova, repleta de paz interior, convivência fraterna começando na família, entre os colegas de trabalho, entre as organizações de serviços, entidades públicas e particulares. No mundo da política, no novo Governo Municipal, no Legislativo, no ecumenismo religioso e na Igreja entre as diversas pastorais para que a Sinodalidade, o trabalhar em equipe seja centralizada num único objetivo: anunciar, testemunhar e viver o mandato do Senhor.

Renascer para um período de boa produção agrícola como o clima vem ajudando no cultivo de nosso Celeiro Catarinense. Renascer de nossos trabalhos industriais e comerciais, de transformação, construção e particulares para que o trabalhador tenha oportunidade de serviços e dele sustente sua família. Para quem vem de fora como migrante interno ou estrangeiro, com seu esforço e vontade de adaptação às novas realidades veja o sacrifício do dia a dia uma nova oportunidade semelhante à de quem lhe oferece a possibilidade de trabalhar.

Mas, seu escritor, eu queria uma mensagem de natal e não de trabalho. Pera lá… Sim, Natal é tempinho, e bem breve que se pensa em família, fé, comemorações festivas, lembrancinhas, chocolatinhos para os pequeninos, mas nossa rotina é de trabalho e de ocupações profissionais. Quando a harmonia da sociedade anda bem, a vida de família, a vida pessoal anda melhor. É uma corrente interminável de bem estar. Se uma sociedade vive em harmonia também os que se “profissionalizam na desordem” se convencem que devem pensar diferente.

Renascem esperançosos os que carregam consigo deficiências físicas, mentais e idosos que sentem seus limites pessoais. Que tesouro são estes irmãos e irmãs em nossos lares. Uma mãe me dizia em certo lugar de missão: “eu me tornei mais mãe quando dei à luz um menino que carregava consigo suas limitações físicas”. Na oportunidade o menino já tinha mais de quarenta anos e hoje a mãe já cumpriu sua missão e foi descansar na eternidade. Como faz bem poder dar tudo de si para os fragilizados. Isso é um verdadeiro carisma de santidade. Não despreze a oportunidade de santificação.

Natal é como um pai e uma mãe, diante de sua responsabilidade paterna e materna de gerar sua prole. Cada vez mais temos responsabilidades públicas para orientar e acompanhar melhor as famílias para que tenham vida e vida em abundância. Os pais também tem a responsabilidade, ambos, um ao lado do outro, acompanharem seu bebê a crescer em idade, sabedoria e graça com vida, saúde, educação e educação religiosa integral desde a iniciação, catequização e desenvolvimento cristão adulto. Pelo contrário de nada vale celebrar o nascimento do Senhor. Natal não é simplesmente um feriado.

Natal é também preparação, por isso o Advento, para os cristãos juntarem-se na sua igreja e celebrar liturgicamente através da missa e/ou outras celebrações aquilo que a Palavra das Escrituras nos dispõem. Cada um, em sua igreja terá a oportunidade de solidificar a fé, recuperar certos descuidos de não participação e na vida prática de reconciliação sacramental e com as pessoas.

Interessante que em o Natal os sentimentos pessoais, familiares ou de entidades se costuma voltar nosso coração para as pessoas necessitadas, especialmente crianças. Não perca a oportunidade, junte-se a uma entidade ou faça seu gesto familiar ou pessoal e exercite este sentimento. Vai gastar um mínimo de seus dividendos, mas enriquecerá seu coração de paz interior. Agora que este seu gesto o ensinou, repeta sempre que a oportunidade bater em seu coração.

“Então é Natal! Natal é isso? Ah! sim, e muito, muito mais. “Bate o sino, sino pequenino, sino de Belém” é um tempo doce, muito doce, mas para “Renascer como Peregrino de Esperança”. “Esperança é a última que morre”. E como é bom viver, viver sempre com esta energia positiva sempre presente e que renasce para o nosso hoje e amanhã.

Poxa vida, temos tantas barreiras na construção da vida de entusiasta, vontade, ânimo interior. Deixemos de lado ou busquemos ajuda para não entrar no jogo daquilo que deprime, entristece, desfavorece a beleza da presença de Deus Conosco.

Natal sim é o Presente que Deus quis dar para cada um de nós. Estar presente ao nosso lado para que o desfrutemos. Quem não quer ter um Amigo, e que Amigo que nos oriente o caminho a seguir na vida? É nosso Amigo para todo momento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Bem gente boa, se foi bom estarmos juntos durante este ano tanto nas alegrias e nas tristezas dos acontecimentos que fizeram parte de nossa história e da vida de cada um, hoje o Feliz Natal abençoado e Ano Jubilar 2025 glorioso vai da turminha da paróquia São João Batista, os padres Dino, Hermes e Dirceu.

Por: Padre Dirceu De Rocco
Pároco da Paróquia São João Batista de Campos Novos

*Artigo publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1860 de 19 de dezembro de 2024.

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