Isabel Spielberg- Redação Seo On
As tarifas anunciadas agora atualizam um pacote anterior, divulgado por Trump em 2 de abril, data que ele apelidou de “Dia da Libertação”. Na ocasião, o republicano prometeu aplicar alíquotas pesadas para pressionar parceiros comerciais considerados desleais.
Pouco depois, em meados de abril, Trump suspendeu a entrada em vigor das medidas por 90 dias, abrindo espaço para negociações com países afetados. Desde então, a tensão comercial se intensificou com China, México, Canadá, Japão e União Europeia, sem avanços significativos.
Alvos do tarifaço: Brasil, Suíça e outros países
O Brasil, que vinha mantendo certo diálogo com os Estados Unidos, aparece entre os países afetados com alíquotas elevadas. Segundo o governo americano, 45% das exportações brasileiras ficarão isentas, mas o restante sofrerá sobretaxação pesada.
A Suíça, por exemplo, enfrentará tarifas de até 39%, enquanto outros países europeus também foram incluídos no novo pacote, o que gerou forte reação dos mercados.
Impacto nos mercados: bolsas em queda pelo mundo
O anúncio do tarifaço e a incerteza gerada afetaram os mercados globais. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta sexta-feira (1º):
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Kospi (Coreia do Sul): -3,88%
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Hang Seng (Hong Kong): -1,07%
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Nikkei (Japão): -0,66%
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Taiex (Taiwan): -0,46%
Na Europa, os principais índices registraram forte recuo, com o Stoxx 600 atingindo o menor nível em três semanas. Londres, Paris e Frankfurt também operaram no vermelho.
Além disso, as ações do setor farmacêutico despencaram após Trump enviar cartas exigindo redução de preços de medicamentos. A Novo Nordisk caiu 4,2%, enquanto a Sanofi recuou 1%.
Wall Street também sente os efeitos
Nos Estados Unidos, a abertura das bolsas refletiu o clima de tensão. O Dow Jones caiu 0,79%, o S&P 500 recuou 0,82% e o Nasdaq Composite teve queda de 1,38%.
Além do impacto das tarifas, os investidores reagiram mal ao balanço abaixo do esperado da Amazon e a um relatório de emprego mais fraco do que o previsto, aumentando o pessimismo.

