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Reta final do ano: férias, 13º salário e a importância da organização financeira

Chegamos à reta final do ano, aquele período em que muitas pessoas já começam a pensar em festas, viagens e presentes. Mas, além do clima de confraternização, novembro e dezembro também trazem compromissos importantes tanto para empresas quanto para trabalhadores: o pagamento do 13º salário e o agendamento de férias. Essa combinação mexe diretamente com o bolso e, por isso, exige atenção redobrada na organização financeira.

O famoso 13º salário, foi criado nos anos 1960, o 13º salário é um direito de todo trabalhador com carteira assinada. Ele funciona como uma espécie de “extra” de fim de ano, pago em duas parcelas: a primeira até o dia 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.

Para os trabalhadores, esse dinheiro chega em boa hora: dá para pagar dívidas, reforçar o orçamento das festas ou até investir parte dele.

Para as empresas, no entanto, o 13º exige planejamento. Afinal, trata-se de uma folha de pagamento a mais dentro do ano.

Quem não se organizou ao longo dos meses pode sentir o peso no caixa e acabar recorrendo a empréstimos ou ficando apertado financeiramente.

Já nas férias de fim de ano costuma ser o período em que muitos trabalhadores escolhem tirar férias. Isso significa mais uma despesa para as empresas, já que é preciso pagar antecipadamente o salário das férias junto com o adicional de um terço. No comércio e em outros setores que têm mais movimento nessa época, ainda há o desafio de lidar com a ausência de funcionários e, muitas vezes, contratar temporários para dar conta da demanda. Ou seja: não é apenas o bolso da empresa que sente o impacto, mas também a organização do dia a dia.

Por que se planejar é tão importante

Seja para as empresas, seja para os trabalhadores, o segredo para atravessar esse período sem sufoco está no planejamento.

No caso dos negócios, a recomendação é reservar ao longo do ano uma quantia mensal equivalente a 1/12 da folha de pagamento, justamente para ter o valor necessário quando chegar a hora de pagar o 13º e as férias. Quem faz isso consegue chegar a dezembro mais tranquilo e sem surpresas desagradáveis.

Já para os trabalhadores, o cuidado está em não deixar o 13º “escorrer pelos dedos”. É natural querer aproveitar as festas e gastar um pouco mais, mas vale a pena separar parte desse dinheiro para quitar dívidas ou montar uma reserva de emergência. Isso faz diferença no começo do ano, quando chegam despesas como IPTU, IPVA e matrícula escolar.

Equilíbrio é a palavra-chave, pois o fim de ano é, sim, um momento de celebração e de aproveitar o esforço de 12 meses de trabalho. Mas, quando equilibramos bem a vida financeira, conseguimos curtir sem culpa e entrar no novo ano com mais tranquilidade. Para empresas, isso significa manter as contas em dia e evitar prejuízos. Para os trabalhadores, significa começar janeiro sem apertos, com mais segurança e até com algum dinheiro guardado.

Portanto, a reta final de ano é um período de desafios, mas também de oportunidades. O 13º salário e as férias podem pesar no orçamento, mas, com organização, viram aliados tanto de quem recebe quanto de quem paga. Planejar é o caminho para aproveitar esse período festivo com mais leveza e começar o próximo ano com o pé direito.

Por: Douglas Rayzer
Contador . RB Inteligência Corporativa
Contato: (49) 99907.8738

*Coluna ‘Evoluir Empresarial’, publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1894 de 04 de setembro de 2025.

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