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Secretaria de Estado de Planejamento apresenta indicadores para orientar desenvolvimento regional

Secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, apresentou na AMPLASC o programa Avança Santa Catarina, que reúne indicadores para auxiliar a tomada de decisões e impulsionar o crescimento das regiões.

Prefeitos, gestores públicos, representantes de entidades e lideranças da região participaram, em Campos Novos, de uma reunião promovida pela Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina (AMPLASC) para a apresentação do programa Avança Santa Catarina.

O encontro contou com a presença do secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, que detalhou os objetivos da iniciativa e apresentou indicadores que servirão de base para o planejamento do Estado nos próximos dez anos.

Segundo o secretário, o programa é resultado de um amplo estudo realizado desde 2024, envolvendo mais de 200 indicadores e aproximadamente 8.800 horas de trabalho de equipes técnicas especializadas. A proposta é utilizar dados das últimas duas décadas para projetar cenários futuros e auxiliar gestores públicos na tomada de decisões.

“São informações importantes para que possamos entender onde estamos e para onde queremos ir. O objetivo é que os dados auxiliem na construção de políticas públicas mais eficientes e voltadas às necessidades de cada região”, explicou.

Durante a apresentação, Arão destacou que a região da AMPLASC possui uma vocação econômica consolidada no agronegócio, setor que se tornou referência estadual e nacional.

No entanto, o desafio para os próximos anos será agregar ainda mais valor à produção por meio da inovação e da tecnologia.

Para o secretário, a instalação e fortalecimento dos centros de inovação representam uma oportunidade para reter talentos e criar soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento local.

“A região já possui uma base econômica forte. O próximo passo é trabalhar a inovação para agregar valor, fortalecer a indústria ligada ao agro e gerar mais oportunidades para a população”, afirmou.

INICIATIVAS

Outro tema abordado durante o encontro foi o avanço da inteligência artificial e seus impactos no mercado de trabalho.

Conforme estudo realizado pela Secretaria de Estado do Planejamento, cerca de 28% das profissões existentes em Santa Catarina já sofrem influência direta das novas tecnologias.

Diante desse cenário, Arão defendeu investimentos contínuos em educação, qualificação profissional e formação técnica voltada às demandas regionais.

“O desafio não é combater a tecnologia, mas preparar as pessoas para utilizá-la. Precisamos formar profissionais capazes de usar a inteligência artificial como ferramenta para aumentar a produtividade e impulsionar o desenvolvimento econômico”, destacou.

O secretário também ressaltou a importância de fortalecer a cultura do planejamento dentro das administrações públicas. Segundo ele, a utilização de indicadores e evidências permite que os recursos públicos sejam direcionados para áreas que realmente geram resultados para a população. “Precisamos tomar decisões cada vez mais baseadas em dados e menos no achismo. Quando conhecemos a realidade da região, conseguimos aplicar melhor os recursos e gerar mais desenvolvimento”, observou.

Na área social, o secretário defendeu ações voltadas à qualificação da mão de obra e à ampliação das oportunidades de emprego formal. Para ele, os programas sociais cumprem um papel importante, mas devem caminhar junto com iniciativas que promovam autonomia e inserção no mercado de trabalho.

O Avança Santa Catarina estabelece 18 objetivos estratégicos para o Estado e contempla análises específicas para as 21 associações de municípios catarinenses.

A intenção é que as informações sirvam de referência para governos municipais, entidades e instituições na construção de projetos voltados ao crescimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.

Ao encerrar sua participação, Arão Josino reforçou que o desenvolvimento regional depende da união de esforços entre poder público, entidades empresariais, instituições de ensino, centros de inovação e organizações da sociedade civil.

“Quando todos trabalham na mesma direção, o resultado aparece. O desenvolvimento é uma construção coletiva e precisa envolver todo o ecossistema regional”, concluiu.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1933 de 18 de junho de 2026.

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