
“Uma vez lá, sabíamos que não seríamos capazes de replicar exatamente o estado de pobreza, mas tentamos nos aproximar ao máximo da experiência”, conta Zack. Um exemplo é que muitos habitantes de Pena Branca ganham uma média de um dólar por dia, mas como eles trabalham informalmente, essa renda nunca é distribuída igualmente durante a semana ou pelo mês. Então os americanos dividiram sua verba individual de 56 dólares para o período todo em valores que iam de 0 a 9 dólares.
Nos primeiros dias eles perderam muito peso e descobriram quem sem uma alimentação adequada eles ficariam sem energia para trabalhar. Muitas crianças que vivem em Pena Branca sabem muito bem o que é isso, pois não tinham energia nem para brincar. Durante o documentário uma família passou por necessidades e é ajudada por um vizinho que mesmo sem ter muito, estava ali para dar apoio, mesmo sabendo que aquele dinheiro faria falta pra ele. Bonito né?
O documentário é super interessante e faz pensar como existem tantas pessoas que vivem, ou melhor, sobrevivem com tão pouco e como nós, me incluo nisso, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Sempre é preciso comprar mais, trocar o smartphone pelo da última geração, trocar o carro pelo do ano. Quantas vezes você fez uma lista interminável de tudo o que precisa? Realmente precisa de tudo aquilo? Erroneamente achamos que ter coisas nos tornará pessoas mais felizes. Mas a felicidade de ter uma coisa nova é tão fugaz que quando se percebe já passou. Esquecemos tão facilmente que felicidade não está à venda, que ela não se parcela no cartão. Para quem ficou curioso o documentário está disponível na Netflix. Recomendo.
Por: Drialli Dalazen – Publicitária.
