Nessa semana assisti um documentário com o título: Living on one dollar, onde os estudantes Zach Ingrasci e Chris Temple nas aulas da faculdade de economia na Universidade de Claremont McKenna, descobriram que mais de 1,1 bilhão de pessoas no mundo vive com uma verba de menos de um dólar por dia. Eles que cresceram em famílias de classe média nos EUA, decidiram passar pela experiência de viver desta forma. Embarcaram para a Guatemala e gravaram um documentário mostrando as dificuldades pelas quais o povo local e eles mesmos passaram.
“Uma vez lá, sabíamos que não seríamos capazes de replicar exatamente o estado de pobreza, mas tentamos nos aproximar ao máximo da experiência”, conta Zack. Um exemplo é que muitos habitantes de Pena Branca ganham uma média de um dólar por dia, mas como eles trabalham informalmente, essa renda nunca é distribuída igualmente durante a semana ou pelo mês. Então os americanos dividiram sua verba individual de 56 dólares para o período todo em valores que iam de 0 a 9 dólares.
Nos primeiros dias eles perderam muito peso e descobriram quem sem uma alimentação adequada eles ficariam sem energia para trabalhar. Muitas crianças que vivem em Pena Branca sabem muito bem o que é isso, pois não tinham energia nem para brincar. Durante o documentário uma família passou por necessidades e é ajudada por um vizinho que mesmo sem ter muito, estava ali para dar apoio, mesmo sabendo que aquele dinheiro faria falta pra ele. Bonito né?
O documentário é super interessante e faz pensar como existem tantas pessoas que vivem, ou melhor, sobrevivem com tão pouco e como nós, me incluo nisso, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Sempre é preciso comprar mais, trocar o smartphone pelo da última geração, trocar o carro pelo do ano. Quantas vezes você fez uma lista interminável de tudo o que precisa? Realmente precisa de tudo aquilo? Erroneamente achamos que ter coisas nos tornará pessoas mais felizes. Mas a felicidade de ter uma coisa nova é tão fugaz que quando se percebe já passou. Esquecemos tão facilmente que felicidade não está à venda, que ela não se parcela no cartão. Para quem ficou curioso o documentário está disponível na Netflix. Recomendo.
Por: Drialli Dalazen – Publicitária.


