Projeto para construção de novas alas na Fundação Hospital Dr. José Athanázio ainda não teve verbas liberadas pelo Estado. Convênio foi assinado em janeiro do ano passado. Diretor da fundação reforça urgência das obras e diz que projeto teve novas ressalvas no início de dezembro.
Uma das dificuldades, aponta o diretor da Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, Leonardo Farias Santos, é que o projeto retornou por seis vezes ao município de Campos Novos para adequações exigidas pela Vigilância Sanitária Estadual. Em agosto de 2015 a notícia é que teria sido aprovado para ser executado e a expectativa era que as obras tivessem início entre janeiro e fevereiro deste ano. Porém, segundo Leonardo, o projeto retornou novamente ao município no início de dezembro para novas adequações no projeto estruturante e também no projeto elétrico. “O nosso não é o único projeto, existem outros com o mesmo tempo de assinatura de convênio”, avaliou.
A estimativa da Secretaria Municipal de Planejamento é que o projeto seja novamente encaminhado ao estado entre o final desta semana e início da próxima. Quanto ao retorno por tantas vezes do projeto ao município para adequações, Leonardo justificou que em nenhuma oportunidade houve uma especificação completa do que era necessário ajustar, para que todas as alterações fossem feitas num mesmo momento. O diretor informa também que o município ficou com a responsabilidade da instalação elétrica, projeto que foi encaminhado antes do prazo determinado, que era outubro de 2015.
Leonardo Farias Santos informou ainda que o alvará de funcionamento do Hospital está em dia, foi aprovado e quanto a isso não há ressalvas.
Com o atraso na liberação, o recurso de fato já está defasado e caberá ao município cobrir esta defasagem. “Este orçamento foi feito com base em janeiro e fevereiro do ano passado. Nós refizemos este orçamento em outubro de 2015, mas mesmo assim digamos que demore mais uns três ou quatro meses, com a crise que está aí vai afetar o material de construção e quando tivermos a liberação do recurso, vai estar defasado. O município vai ter que entrar com uma contrapartida e a cada mês que passa aumenta este valor. Aí vai depender das condições do município de fazer esta contrapartida para que a gente tenha uma evolução da obra”, considerou Leonardo. O diretor preferiu não arriscar uma nova previsão de data para liberação dos recursos, observando que este posicionamento deve partir da Secretaria de Planejamento ou da Secretaria de Saúde do Estado.
Não entra no convênio assinado com o estado os investimentos com instalação elétrica e aquisição de equipamentos para as novas alas, que serão viabilizados por meio de outros convênios. No caso dos 10 leitos para a UTI já estão previstos para Campos Novos desde 2013, quando foi criada a Rede de Urgência e Emergência que contemplou o município com os leitos.
A urgência das obras
Na ala da pediatria, a principal dificuldade é com os problemas de infiltração, o que já levou á interdição de dois quartos. Com autorização do diretor Leonardo, nossa reportagem fez algumas fotos da ala para mostrar a realidade das atuais instalações e ilustrar a necessidade da construção de uma nova ala.
Houve tentativa de contato da nossa reportagem na segunda-feira, 25, com o Secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing e sua assessoria, sem êxito.
