
De acordo com o Presidente do Conselho, Médico Marco Aurélio Becher, os encontros são mensais e buscam promover melhorias dentro da fundação. O plantão médico da Fundação Hospitalar e as obras de reforma e ampliação do hospital estiveram na pauta da reunião. “Quanto ao plantão médico, eu que também sou Diretor Clínico do Hospital, represento os médicos e vendo as necessidades, solicitamos mais segurança na emergência, com um porteiro neste setor, solicitamos que haja uma triagem para que possamos dar a devida atenção para casos que são realmente emergenciais, para que esses tenham a prioridade em atendimentos. Ouvimos muitas reclamações que há demora para atender, mas eu tenho certeza porque fiz nove anos plantão, que quando chegam casos de emergência, o paciente entra direto, a atenção é imediata e eventualmente se há uma demora é porque realmente ou se está em outro atendimento emergencial, ou o quadro não é aquele que exige rapidez e por isso devem ter outros casos a frente”, ressaltou.
Marco Becher comentou que somente no dia 17 de maio, terça-feira, foram atendidas na emergência do Hospital, 120 consultas de pacientes e destas, duas pessoas foram internadas. “Temos que entender que tem algum absurdo nisso tudo, porque dois eram casos de internação e o restante foi para casa e será que a comunidade não está então deixando de utilizar os postos do ESF (Estratégia da Saúde da Família), será que falta educação também no sentido de conhecer melhor a função da emergência hospitalar? Então se sobrecarrega a emergência em detrimento de onde tem a consulta eletiva que a pessoa será também muito bem atendida”, destacou o médico.
Quanto à necessidade de dois profissionais atendendo na emergência, o presidente do Conselho, destaca que existem vários fatores correlacionados a isso. “Entramos em uma conta complexa, porque faltam profissionais para atuar nessa área e mesmo assim muitos colegas não querem fazer a emergência, porque a emergência é angustiante, onde você pode passar o dia inteiro atendendo coisas simples, quando pode chegar um quadro gravíssimo que te toma um dia inteiro e se tem uma vida sempre na sua mão. Sabemos que existem picos de horários já mapeados, em que o número de atendimentos é maior e eventualmente poderia ser estudada a presença de um segundo plantonista, mas para o período inteiro eu acho precoce, ainda mais sabendo das dificuldades em se implantar algumas medidas como porteiro, alterações estruturais no hospital, porque isso gera custo e mais um médico, eu acredito que ficaria inviável pela parte financeira”, ressaltou.
Sobre às reformas e ampliações da Fundação Hospital, o Diretor Administrativo Leonardo Farias Santos informou que o projeto foi reencaminhado ao estado para aprovação, porém, ainda não se tem uma posição se foi aprovado ou não. Em janeiro de 2015, o Governador do Estado Raimundo Colombo assinou a liberação de recursos para construção da sala de imagens, pediatria e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Segundo Leonardo, os problemas no projeto são relacionados à UTI e o Prefeito Nelson Cruz já optou por abrir mão da construção da ala da Unidade de Terapia Intensiva para que o projeto seja aprovado e as obras iniciem.
O Presidente do Conselho da Fundação, Médico Marco Aurélio Becher comentou que na pediatria, os problemas são estruturais, porque o prédio é velho e não cabem reformas. Quanto a não utilização de um aparelho de Raios-X, adquirido em 2013 com recursos do estado e encaminhado ao Hospital e que ainda não foi instalado, Marco lembrou que a instalação depende da construção da nova sala de imagens.
