A doença tem cura, mas, se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode causar deformidades físicas.
Santa Catarina é um estado considerado de baixa endemicidade pelo Ministério da Saúde (MS), apresentando taxa de detecção de 2,5 por 100 mil habitantes. Em 2015, o percentual de cura dos novos casos foi de 92%. E 83,1% dos contatos domiciliares dessas pessoas foram examinados. Dos 170 novos casos notificados, 10,9 % eram do grau 2 de incapacidade física – percentual considerado alto e que sugere diagnóstico tardio da doença e com sérias incapacidades físicas.
“No ano passado, as ações desenvolvidas para controlar a hanseníase no estado foram a busca ativa de portadores e dos contatos domiciliares dessas pessoas, tratamento oportuno e adequado, monitoramento, capacitação e a divulgação de informações sobre a doença à sociedade. Ressaltamos, também, a importância da intersetorialidade e a integração das ações da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Básica”, afirma Nadmari Céli Grimes, técnica responsável pela Divisão de Doenças Crônicas Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, na qual está inserido o setor de hanseníase.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu, em 1991, que a hanseníase deixaria de ser um problema de saúde pública naqueles países onde o coeficiente de prevalência fosse menor ou igual a um caso para cada dez mil habitantes.
Em 1997 e 2002, Santa Catarina recebeu a certificação pelo Ministério da Saúde por atingir a meta de eliminação da hanseníase proposta pela OMS, em 1991. O estado apresenta uma das menores taxas de detecção do Brasil, tanto na população geral quanto na de menores de 15 anos.
Sobre a hanseníase
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são gratuitos, oferecidos pelo SUS. O tratamento da hanseníase é feito por via oral, com a administração de um coquetel de antibióticos, cujas doses e tempo variam conforme a classificação da doença (Paucibacilar-PB ou Multibacilar-MB). O paciente deve tomar uma dose mensal na Unidade de Saúde (dose supervisionada) e as demais serão autoadministradas (pelo paciente em sua moradia), adotando, ao mesmo tempo, cuidados com olhos, mãos e pés para prevenção de incapacidades. A pessoa que convive com o doente também dever ser examinada. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1464 de 02 de Fevereiro de 2017.
