
Durante os dias de 17 a 21 de abril, o Governo do Estado irá priorizar a imunização das pessoas com 60 anos ou mais e dos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. A decisão de iniciar com esse público alvo baseou-se por ser o grupo que mais houve internações e mortes em 2016. Pesou também na decisão o cronograma de distribuição das vacinas anunciado pelo Ministério da Saúde, que prevê o envio de apenas 25% do total de doses até o dia 5 de abril. Além do fato de que esse público representou 72% das internações e 77% dos 108 óbitos notificados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em 2016.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) alerta para o vírus H3N2, que predominou no inverno do hemisfério Norte e que costuma comprometer mais os idosos e crianças pequenas neste período. De acordo com o superintendente de vigilância em Saúde, o médico infectologista Fábio Gaudenzi, além da vacinação, que tem como objetivo reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelo vírus, “a população deve adotar medidas de prevenção para evitar a gripe. Medidas simples de higiene, como lavar as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas que facilitam a transmissão de doenças respiratórias, cobrir a boca com o antebraço ao tossir ou espirrar, sempre utilizar álcool gel”. Ainda segundo Gaudenzi, o Brasil realiza a maior campanha de imunização pública contra a Influenza no mundo, sendo também um dos cinco primeiros países com maior contingente de idosos.
Este ano, o público alvo da campanha foi ampliado a partir da inclusão dos professores do ensino básico e superior das escolas públicas e privadas, que totalizam 94.362 pessoas no estado. Devem também ser vacinados os indivíduos com 60 anos ou mais (população estimada em 670.028 em Santa Catarina), as crianças entre seis meses e menores de cinco anos (384.460), as gestantes (69.968), as puérperas – até 45 dias após o parto (11.490), os trabalhadores de saúde (130.708), os povos indígenas (10.017 pessoas), os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais* (470.671 pessoas), os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e a população privada de liberdade (18.530 pessoas), e os funcionários do sistema prisional (4.332). A meta do Ministério da Saúde é vacinar, pelo menos, 90% dos 60 milhões de brasileiros que compõem o público-alvo.
