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Associados da Copercampos iniciam semeadura de cevada

Garantia de comercialização e boa produção da safra passada animam o produtor Germano Foppa Neto.

Ao longo dos anos, a cultura da cevada se firmou como uma alternativa eficiente e lucrativa aos associados da Copercampos. Mesmo com um público seleto de produtores, já que a área cultivada se mantém estável, na média de 1.500 hectares em Campos Novos, a cevada tornou-se, principalmente na última safra, sinônimo de produtividade.

Alternativa viável em relação ao trigo, já que possui preço e comercialização garantidos, a cultura faz parte do sistema de produção da Agropecuária Foppa. Nesta safra, houve incremento de 50% do total da área em relação ao último plantio. De acordo com o produtor e Engenheiro Agrônomo da propriedade, Germano Foppa Neto, o aumento da área está relacionado as expectativas de boa safra, resultados da alta produtividade no ano anterior e diluição de custos da propriedade.

“Temos uma melhor valorização da cevada neste ano, em relação à safra 2016/17, e também aumentamos a área para diversificar atividades e diluir custos, não deixando a equipe de trabalho ociosa e para utilizar as máquinas. As culturas de inverno têm essa finalidade também e temos uma boa expectativa de produção, por ter realizado um bom investimento em fertilidade de solo na área destinada a cevada”, explicou.

Além do aumento da área de cevada, a Agropecuária Foppa aumentou a área cultivada com trigo, seguindo a ideia de utilização de áreas, equipamentos e mão de obra.

Na cevada, as expectativas são de repetir ou aumentar a produtividade. “Na última safra tivemos uma boa produção, com 98 sacos/ha, e as previsões do inverno são relativamente boas, sem excesso de chuva, que podem favorecer a cultura, com incidência menor de doenças, mas o grande diferencial é a fixação de preço, que deixa o produtor mais tranquilo, sabendo que se produzir um produto de qualidade, terá o retorno esperado”, ressaltou ainda Germano.

O manejo da cultura da cevada é outro ponto relevante no processo de produção. Germano lembra, que diferentemente do trigo e aveia que são mais rústicas, a cevada necessidade de um solo com boa fertilidade e manejo preventivo de doenças. “Na cevada é preciso escolher uma boa área, com boa fertilidade de solo, adubação mais pesada, ter um intervalo de aplicação menor de fungicidas e inseticidas, porque é uma cultura mais sensível, principalmente as doenças. Com isso e colaboração do clima, teremos uma boa produção e uma rentabilidade diferenciada”.

Destinada a cervejarias, a produção dos associados da Copercampos é destinada a Cooperativa Agrária, parceira no projeto de fomento da cultura. De acordo com o Engenheiro Agrônomo da Copercampos, Fabrício Jardim Hennigen, a área de cevada se mantém estável. “São 1.500 hectares cultivados na região e a sete safras temos trabalhado com a cultura, que apresenta alguns diferenciais em relação ao trigo, por exemplo. Ela é semeada um pouco antes do trigo e se colhe antes, possibilitando ao produtor semear a soja antecipadamente, é uma alternativa de renda ao produtor e possui liquidez, com preço fixado e assim o produtor antes mesmo de semear a cultura já sabe quanto vai receber se produzir a cevada de qualidade”, informou.

Fabrício lembra que a cultura é destinada a produção de malte para cervejarias. “A produção de cevada é um fomento da Cooperativa Agrária, e a cevada é destinada a produção de malte, para consequentemente se produzir cervejas. A semeadura ocorre sempre no mês de junho na nossa região”, finalizou.

Com informações da assistência de comunicação da Copercampos.

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