Coleta de dados teve início nesta semana com prazo de encerramento em fevereiro de 2018.
Conforme Jonathan Bernardi, Campos Novos terá cinco recenseadores com um posto de coleta no município. O município também é sede de subárea, abrangendo outros municípios da região. “Campos Novos além de ter o posto de coleta, é também sede de subárea com um Agente Censitário Regional responsável e 7 supervisores que atuarão nos municípios de abrangência dessa subárea que são Campos Novos, Monte Carlo, Vargem, Abdon Batista, Celso Ramos, Ouro, Capinzal e Zortéa”.
Jonathan ressalta ainda que não há necessidade do produtor ter receio em informar sobre sua propriedade, tendo em vista que as informações são mantidas em sigilo, utilizadas somente para fins estatísticos. Neste sentido, a colaboração dos agricultores é fundamental para que o IBGE consiga contabilizar a produção agropecuária catarinense. A entrevista com os produtores leva em média uma hora e aborda questões sobre tamanho da propriedade, o que e quanto produzem, quais máquinas utilizam, entre outros temas.
O esforço em fornecer informações trará um retorno para os agricultores, que poderão buscar orientações para tomada de decisões e contarão com políticas públicas mais eficientes. O último Censo Agropecuário aconteceu em 2006 e desde então a agricultura catarinense passou por grandes transformações que precisam ser somadas às estatísticas do IBGE, ressaltou o Secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa por ocasião do lançamento do censo agro 2017 no dia 28 de setembro. “Em 10 anos muita coisa mudou em Santa Catarina. Hoje nós já falamos em agricultura de precisão, contamos com maquinários modernos e o cenário no meio rural é completamente diferente. Conhecendo a realidade dos produtores catarinenses, nós podemos construir programas e pensar em estratégias para aumentar ainda mais a competitividade no meio rural”, destacou o secretário.
No país inteiro, serão mais de 26 mil pessoas mobilizadas para alcançar cinco milhões de estabelecimentos. Os resultados preliminares começam a ser divulgados ainda no primeiro semestre do ano que vem. A equipe do Censo irá trabalhar uniformizada com colete azul do IBGE e terá em mãos um equipamento eletrônico para incluir os dados: o DMC (Dispositivo Móvel de Coleta). No crachá, além de foto, nome e outros dados, haverá um QR Code para confirmar, diretamente no site do IBGE, a identificação do recenseador ou agente.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1499 de 05 de Outubro de 2017.
