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O que já fizemos com os recursos para a luta contra a Covid-19?

Com recursos próprios e verbas complementares município tenta combater e dar suporte a pacientes.

Desde que o novo Coronavírus se instalou e começou a fazer vítimas no Brasil e no mundo bilhões em recursos foram destinados ao enfretamento da pandemia da Covid-19. No Brasil o Governo Federal aprovou medidas de apoio aos municípios, pois devido à crise as unidades federativas tiveram perdas significativas na receita. A crise começou em fevereiro, e em março alguns valores passaram a ser debitados. Mais uma portaria do Ministério da Saúde dispõe a transferência de recursos que preveem mais de R$ 1 milhão para Campos Novos. As noticias publicadas desde o início da pandemia somam mais de R$3 milhões. Porém, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que foram feitos apenas dois repasses, um no valor de R$ 103.833,86 e um no valor de R$ 119.813,48. Quanto aos demais valores a secretária de saúde, Mayara Serena, declarou que ainda não há previsão de repasse. “Recebemos algumas emendas que estavam previstas para a Atenção Básica, mas para o enfrentamento da Covid-19 recebemos apenas estes valores. A previsão é de que a gente receba mais de R$ 1 milhão, mas não sabemos quando será depositado”, afirmou.

O município também utilizou recursos próprios para atuar no combate a Covid-19, até o fechamento da edição a Administração Municipal não comunicou o valor total. Como tem sido gasto esses recursos? Através do Portal da Transparência é possível ver as aquisições. Medicamentos, material ambulatorial, materiais elétricos, mascaras, pagamento e contratação de profissionais, insumos, testes, adequação do Centro de Triagem são alguns dos gastos da Administração Municipal para atuar na pandemia. Quanto aos profissionais, Mayara diz que o a intenção era usar a mesma rede de profissionais, mas foi preciso realizar a contratação de mais técnicos de enfermagem.

A pandemia continua a atingir o estado de Santa Catariana e Campos Novos tem aumentado os casos de Covid-19. Essa semana o governador Carlos Moises Silva se pronunciou acerca de novas medidas de isolamento no estado. A preocupação desde o início é que haja um colapso no sistema de saúde. Como este cenário ainda se projeta para os próximos meses, valores financeiros ainda são necessários para que sejam investidos os meios de suporte e atendimento médico. Apesar de ser esperado o valor de mais de R$ 1 milhão, Mayara diz que só conta com este valor quando ele realmente estiver debitado. Quanto aos recursos repassados para o enfrentamento da Covid-19 ao Hospital Dr. José Athanázio, o diretor financeiro Gabriel Stanck confirma o recebimento do valor de R$ 80 mil. “Aplicamos este recurso do centro de triagem COVID-19, com médico no horário comercial, fornecimento de kit para coleta de exames e fornecimento de medicamentos para os casos assintomáticos. Para o Centro de Triagem a previsão com este recurso é para subsidiar o funcionamento até setembro de 2020, além da implantação da ALA COVID para os casos de internação clinica no Hospital Dr. José Athanázio. Também compramos EPIS para fornecimento aos profissionais do centro de triagem COVID e ALA COVID na internação clínica, de momento foram utilizados para esta finalidade”, explicou.

Há necessidade de um Hospital de Campanha?

Em 27 de abril, quando os casos de Covid-19 ainda estavam controlados em Campos Novos e região, a Associação dos Municípios do Planalto Sul (Amplasc) uniu-se a Associação dos Munícipios do Meio-Oeste (Ammoc) para solicitar ao Governo do Estado a implantação de um Hospital de Campanha, mas desde então não se ouviu mais falar disso. Com o aumento de casos a medida seria necessária? Mesmo atingindo um número grande de pessoas em Campos Novos, o município conta com poucos casos graves e nunca houve nenhum problema relacionado aos leitos. Para a secretária Mayara Serena este é um assunto que não diz respeito apenas a Campos Novos. “Muitas coisas devem ser lavadas em consideração até pela questão de custeio. Será feito uma solicitação junto ao estado para a ampliação de leitos nos hospitais que abrangem a região. Hoje temos leitos clínicos disponíveis. A recomendação é que a partir do momento que temos um paciente grave remanejamos para hospitais que tenham vaga de leito de UTI. Nossa atuação enquanto município é dar o suporte inicial aos pacientes, e precisamos da contrapartida do estado para atender pacientes mais graves”, conclui Mayara.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1635 de 16 de Julho de 2020.

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