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Agronegócio brasileiro exporta mais de US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025

Agronegócio brasileiro exporta mais de US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025

Foto: freepik

O agronegócio brasileiro confirmou sua relevância no cenário mundial no primeiro semestre de 2025, alcançando mais de US$ 82 bilhões em exportações, segundo levantamento do Cepea (Esalq/USP), com base em dados do MDIC/Secex (Siscomex).

Apesar da leve retração de 0,2% em relação ao mesmo período de 2024, o desempenho se manteve estável. O resultado foi sustentado pela valorização de 2,7% nos preços internacionais em dólar, que compensou a queda de 2,9% no volume exportado.

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Câmbio impulsiona receita em reais

Além da alta dos preços em dólar, a desvalorização média de 5,7% do real frente à moeda americana favoreceu a receita interna. O efeito cambial aumentou em 10% o preço internalizado em reais, garantindo crescimento de 5% no faturamento do setor no mercado doméstico.

Produtos que puxaram as exportações

De acordo com o Cepea, alguns produtos tiveram destaque no comércio exterior:

Carne de frango e os efeitos da gripe aviária

A carne de frango enfrentou desafios no semestre, após a confirmação de um foco de gripe aviária em maio, em Montenegro (RS). A notícia provocou suspensão temporária das importações por parte de importantes parceiros.

Os principais destinos da carne de frango foram:

Após cumprir protocolos internacionais, o Brasil voltou a ser reconhecido como livre da doença em 18 de junho. Apesar da cautela de grandes compradores, o volume exportado ficou próximo ao de 2024. Com alta de quase 5% no preço médio em dólar, o faturamento cresceu 4,5% no período.

Perspectivas para os próximos meses

Para o segundo semestre, especialistas apontam que os preços do café e do suco de laranja devem permanecer em alta, sustentados por oferta limitada no Brasil e no mercado global.

Já os grãos — como soja, milho e trigo — terão seus preços influenciados pelas colheitas da Ucrânia, Estados Unidos e outros países do Hemisfério Norte.

Outro ponto de atenção são os impactos das tarifas norte-americanas sobre a economia mundial. Embora alimentos sejam considerados essenciais e mantenham demanda firme, há espaço para uma reconfiguração do comércio internacional, o que pode abrir novas oportunidades para o Brasil fortalecer sua presença no mercado externo.

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