Em coletiva de imprensa, Administração Municipal e direção do hospital apresentam diagnóstico e apontam necessidade de ampliar atendimentos e estrutura.
A Administração Municipal e a Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio apresentaram, na manhã de terça-feira (6), um balanço do primeiro quadrimestre de 2026, durante coletiva de imprensa realizada na Prefeitura de Campos Novos.
O encontro contou com a presença do prefeito Dirceu Kaiper (Pé), da vice-prefeita Claudia Dalmolin e da equipe diretiva do hospital, com destaque para a diretora Suzana Zen e a diretora adjunta Angélica Lemos, oficialmente confirmadas nos cargos após cerca de 60 dias à frente da instituição.
Na apresentação, a direção detalhou um diagnóstico inicial da instituição, apontando desafios, mudanças e projetos para melhorar a fundação hospitalar. Um dos principais pontos levantados foi a baixa taxa de ocupação dos leitos.
Segundo Suzana Zen, atualmente o hospital registra ocupação inferior a 50% nos leitos clínicos e cirúrgicos, além de baixa utilização da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Isso é um problema, porque, se não atingimos o mínimo necessário, o Estado pode reavaliar e reduzir os repasses financeiros”, alertou.
A diretora destaca que o não cumprimento de metas contratuais com o Governo do Estado impacta diretamente nos recursos recebidos. “O contrato é monitorado pela Regional de Saúde de Joaçaba, e hoje não estamos atingindo essas metas”, explicou.
Apesar dos números, a administração municipal e a direção do hospital se mostram positivas em relação ao futuro e já sinalizam projetos para reverter o cenário. A nova gestão afirma que iniciou tratativas com foco no aumento da produção hospitalar e na ampliação dos serviços oferecidos.
Entre as medidas está a busca por mais especialidades médicas. Atualmente, o hospital conta com escala regular apenas nas áreas de obstetrícia, pediatria, anestesiologia e cirurgia geral. A intenção, segundo a direção, é ampliar esse quadro e reduzir a necessidade de transferência de pacientes para outros municípios, especialmente em casos de maior complexidade.
INVESTIMENTOS
A estrutura física também está no radar. A gestão informou que alguns setores não atendem às exigências legais e devem passar por reestruturação.
Outro objetivo é ampliar o número de leitos. Atualmente, o hospital conta com 89, mas precisa chegar a pelo menos 100 para buscar habilitação junto ao Ministério da Saúde.
O município também conta com um anúncio de investimento de R$ 20 milhões por parte do Governo do Estado, que deve ser aplicado em etapas dentro de um plano de reestruturação.
Entre os entraves está o tomógrafo já disponível na unidade, mas que ainda não pode ser utilizado devido a irregularidades na estrutura onde será instalado. A adequação do espaço está prevista no plano de reformas.
Durante a coletiva, a administração também confirmou que, na tarde de quarta-feira (6), apresentou ao secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, uma lista de prioridades para o município.
Entre os pedidos está a implantação de uma clínica de hemodiálise em Campos Novos. “É muito sofrimento para os pacientes que precisam se deslocar para outros municípios. Não é uma promessa, mas é um pedido que estamos levando ao Estado”, afirmou o prefeito.
A proposta faz parte de um conjunto de solicitações voltadas ao fortalecimento da saúde regional.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1927 de 07 de maio de 2026.

