Espaço físico para abrigar Centro Especializado de Odontologia chegou a ser construído, mas secretário de saúde de Campos Novos diz que o município não tem dinheiro para manter sozinho o projeto, que seria regional.
A administração municipal de Campos Novos está propondo a devolução dos recursos destinados pelos governos do estado e federal, para construção no Bairro Nossa Senhora Aparecida, do Centro de Atendimento Odontológico – CEO. Segundo o secretário municipal de saúde, Nelson de Paula, a manutenção financeira do centro somente pelo município é inviável.
A proposta era que o Centro de Atendimento Odontológico fosse regional, mas os demais municípios da Associação dos Municípios do Planalto Sul Catarinense – Amplasc, também anunciaram em agosto, a desistência do projeto.
“Na verdade foi feita uma reunião com os prefeitos da região da Amplasc, quando nós aderimos ao projeto do Centro Odontológico porque teria que ser regional e naquele momento, antes da obra feita, todos os prefeitos eram parceiros. Mas na reunião do colegiado dos prefeitos no dia 21 de agosto em Vargem, por unanimidade eles alegaram que neste momento não tem condições de assumirem mais compromissos com qualquer tipo de construção ou programas federal ou estadual. Ficou constado em ata, então, a definição dos prefeitos dos demais municípios da Amplasc de não aderirem ao programa”, explicou Nelson de Paula.
Conforme o secretário de saúde, somente para manter os profissionais, o custo é de R$ 35 mil mensais para o município, além dos custos com material de trabalho, que não foram levantados, mas que seriam elevados.
“Nós não temos condições de assumir sozinhos este compromisso, até porque é um valor considerável de custo, aproximadamente R$ 35 mil só com profissionais e se nós tivéssemos parceiros, faríamos uma divisão destes valores e ficaria bom para os municípios e para a população melhor ainda. Nós iríamos receber dos governos federal e estadual aproximadamente R$ 12 mil para os profissionais para uma despesa de R$ 35 mil sem encargos, então fica longe para que o município assuma sozinho, porque a parte mais cara são os materiais”, declarou o secretário.
- Esta reportagem foi publicada na edição impressa do Jornal O Celeiro.


